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Moradores ficam sem água mais uma vez: ETA I para por causa de balseiros e Prefeitura não dá previsão

Enquanto troncos e galhos tomam conta do Rio Acre, população sofre com torneiras secas e falta de respostas concretas

Mais uma vez, o povo de Rio Branco está pagando a conta pelo descaso e falta de planejamento das autoridades. Nesta sexta-feira (18), a Estação de Tratamento de Água I (ETA I) suspendeu a captação de água por causa da enorme quantidade de balseiros, galhos, troncos e lixo que desce descontroladamente pelo Rio Acre.


FOTO: REPRODUÇÃO INTERNET
FOTO: REPRODUÇÃO INTERNET

A decisão da prefeitura afeta diretamente moradores das regionais do Centro, Horto (que já estava sem abastecimento desde ontem) e Sobral, que seguem com as torneiras secas e sem qualquer previsão de normalização.


O mais revoltante é que tem pouco mais de um mês que Rio Branco inteira ficou sem água, em um verdadeiro colapso no abastecimento. Na época, por pura falta de gestão e planejamento, a cidade passou dias em um cenário caótico, sem água sequer para necessidades básicas. A distribuição só voltou a funcionar aos trancos e barrancos, e mesmo assim com falhas constantes. Em muitos bairros, a água chega dia sim, dia não — quando chega.


Segundo a própria gestão municipal, os balseiros comprometem o funcionamento das bombas da estação e, para piorar, a água do rio está tão turva que o tratamento se tornou praticamente inviável. O problema, no entanto, não é novidade. Todos os anos, o mesmo cenário se repete, e a população segue à mercê da sorte — ou da falta de vontade política.

Equipes técnicas foram mobilizadas para tentar limpar os balseiros e retomar o abastecimento, mas a forte correnteza estaria dificultando o trabalho. A prefeitura, no entanto, não apresentou qualquer previsão para o restabelecimento do serviço. Enquanto isso, milhares de famílias enfrentam a seca dentro de casa.



É revoltante que, em pleno século 21, a capital do Acre ainda conviva com esse tipo de colapso no fornecimento de um serviço básico como a água. Falta prevenção, falta estrutura e, principalmente, falta respeito com a população.



Até quando os moradores de Rio Branco vão ter que suportar esse descaso? Até quando a desculpa vai ser a força da correnteza e os galhos do rio? O mínimo que se espera é uma gestão capaz de prever e enfrentar essas situações com seriedade.

Enquanto isso, sobra indignação nas casas e falta água nas torneiras.



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