💦 Rio Branco vive colapso na água e, como “recompensa”, conta vai ficar mais cara!
- Renalice Silva

- 12 de abr. de 2025
- 2 min de leitura
Mesmo com falta de água, bomba quebrada, estação desabando e bairros inteiros sem abastecimento, prefeitura anuncia aumento na tarifa
Depois de meses de caos no abastecimento, com bombas arrastadas pela correnteza, bairros inteiros sem água e estações de tratamento em colapso, a população de Rio Branco foi surpreendida com uma notícia revoltante: a conta de água vai ficar 4,76% mais cara.

Isso mesmo! O presente chegou nessa sexta-feira (11), anunciado pelo próprio Saerb.
E o aumento não vem de uma vez só, não… Ele será escalonado: 2,38% já agora em maio e mais 2,38% em junho. Ou seja, enquanto o povo sofre com torneiras secas, a fatura chega cheia!
A justificativa usada pela prefeitura é a tal da inflação medida pelo IPCA, mas quem depende da água todos os dias sabe que o problema vai muito além disso. É falta de investimento, falta de manutenção e, principalmente, falta de respeito com o consumidor.
Caos atrás de caos
Desde o ano passado, as duas principais estações de tratamento da capital (ETA I e ETA II) enfrentam falhas graves. A ETA II, que abastece mais de 60% da cidade, teve parte da estrutura desmoronada e ficou semanas sem operar. Já a ETA I, responsável pelos outros 40%, também sofreu com deslizamentos e até perdeu uma bomba, levada pela força do Rio Acre.
Em março deste ano, com a cheia do rio, a situação se agravou ainda mais. Moradores ficaram sem água por dias e, mesmo após a religação parcial das estações, muitos bairros ainda sofrem com fornecimento irregular.
Mesmo diante disso tudo, a resposta da prefeitura é aumentar o valor da tarifa.
Revolta nas redes e nas torneiras
Nas redes sociais, a população não poupou críticas. “A água não chega, mas a conta sim!”, disse uma moradora do bairro Taquari.
“É um absurdo pagar mais caro por um serviço que não existe”, desabafou outro usuário no Facebook.

Enquanto isso, o Saerb afirma que o aumento é necessário e que a atualização da tarifa será feita anualmente. O último reajuste havia sido em 2024, após 15 anos congelado.
Mas fica a pergunta que não quer calar:Como é que se aumenta o preço de algo que nem chega nas casas das pessoas?














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