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Autoridades americanas investigam possível relação entre vacina bivalente da Pfizer e risco de AVC

15 de mai. de 2025
2 min de leitura

As autoridades de saúde dos Estados Unidos identificaram um possível risco aumentado de acidente vascular cerebral isquêmico (AVC) em pessoas que receberam a vacina bivalente contra a Covid-19 desenvolvida pela Pfizer-BioNTech. O alerta foi emitido após análises do sistema de monitoramento em tempo real do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) detectarem um “sinal de segurança” em pacientes vacinados.


Conforme as informações, a ocorrência do AVC isquêmico foi registrada com maior frequência até 21 dias após a aplicação da dose bivalente, em comparação ao período de 22 a 42 dias. O fenômeno não foi observado em pessoas imunizadas com a vacina bivalente da Moderna, que também utiliza a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA).


Credito Dra. Brena Santos
Credito Dra. Brena Santos

As agências norte-americanas, incluindo a Administração de Alimentos e Drogas (FDA), ressaltaram que o sinal identificado não configura, até o momento, uma confirmação de relação causal entre o imunizante e os casos de AVC. Segundo os órgãos, o evento pode estar relacionado a outros fatores ainda não determinados, e não houve alteração nas recomendações de vacinação.


Mesmo diante do alerta, o CDC e a FDA mantêm a orientação para que todas as pessoas a partir dos seis meses de idade continuem atualizadas com a vacinação contra a Covid-19. O imunizante bivalente da Pfizer-BioNTech foi aprovado para uso em adultos e crianças a partir dos cinco anos e oferece proteção contra a cepa original do coronavírus e a variante ômicron.


A nota oficial provocou reações entre autoridades médicas e especialistas. O cirurgião-geral da Flórida, Joseph Ladapo, expressou críticas ao momento escolhido para a divulgação da informação e questionou a transparência dos dados. Já o epidemiologista Vinay Prasad cobrou a divulgação dos números completos e defendeu a realização de estudos mais rigorosos para avaliar os riscos associados às vacinas de mRNA.


As investigações continuam, e novas informações deverão ser publicadas à medida que os dados forem analisados pelas autoridades de saúde.

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