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Venezuela enfrenta limitações em arsenal militar em meio a escalada de tensões com os EUA

Relatório do IISS aponta defasagem e problemas de prontidão nas Forças Armadas venezuelanas; Trump envia navios de guerra ao Caribe e Maduro mobiliza milícias


A Venezuela apresenta um arsenal militar defasado e enfrenta problemas de prontidão, de acordo com o relatório “Balanço Militar 2025” do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS).

O levantamento destaca que sanções internacionais, isolamento regional e crise econômica de longa duração limitaram a aquisição de novos armamentos e tecnologias, obrigando o país a concentrar esforços em reparos e modernizações de sistemas existentes.


A escalada de tensões entre Venezuela e Estados Unidos ganhou novos desdobramentos nesta semana, quando o governo do presidente Donald Trump deslocou três navios de guerra para o sul do Caribe, próximo à costa venezuelana. A ação é justificada pelo governo americano como medida para combater cartéis de tráfico de drogas.


A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que Maduro não é um presidente legítimo e descreveu o líder venezuelano como "fugitivo" e "chefe de cartel narcoterrorista". Em agosto, os EUA ofereceram recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à prisão ou condenação do presidente venezuelano, acusado de envolvimento com narcoterrorismo, tráfico de drogas e apoio a crimes relacionados ao tráfico, segundo o Departamento de Justiça americano.


Em resposta à movimentação militar dos EUA, Maduro anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos para enfrentar as "ameaças" externas. Especialistas, no entanto, indicam que um bombardeio em solo venezuelano é improvável no momento, destacando que os Estados Unidos têm adotado gestos de pressão mais do que ações militares efetivas.

O relatório do IISS observa que, apesar de alguns equipamentos modernos, as Forças Armadas venezuelanas operam com capacidades restritas, especialmente a Força Aérea e a Marinha, que enfrentam problemas de prontidão.


A combinação de limitações técnicas e sanções internacionais gera incerteza sobre as capacidades militares reais do país, conforme avaliação de especialistas em defesa internacional.

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