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Tempestade mortal atinge Portugal, deixa cinco mortos e provoca apagão histórico

Chuvas torrenciais e ventos de até 150 km/h causam destruição, fecham escolas e deixam quase meio milhão sem energia.

Foto: Figueira Na Hora/Jorge Lemos via AP
Foto: Figueira Na Hora/Jorge Lemos via AP
A tempestade Kristin atingiu Portugal com força devastadora e deixou pelo menos cinco pessoas mortas, além de um rastro de destruição em várias regiões do país. O fenômeno climático extremo, que avançou entre a noite de quarta-feira (28) e a madrugada de quinta-feira (29), provocou alagamentos, deslizamentos de terra, queda de árvores e um apagão de grandes proporções.

De acordo com autoridades portuguesas, cerca de 850 mil imóveis chegaram a ficar sem energia elétrica desde o início da tempestade. Na manhã desta quinta-feira, aproximadamente 450 mil residências e estabelecimentos ainda permaneciam no escuro, enquanto equipes trabalhavam para restabelecer o fornecimento.


Ventos violentos e milhares de ocorrências

A passagem da tempestade foi marcada por chuvas intensas e rajadas de vento que chegaram a 150 km/h, causando danos estruturais em áreas urbanas e rurais. Os serviços de emergência registraram cerca de 1.500 ocorrências em apenas oito horas, entre às 21h de quarta-feira e às 5h de quinta-feira (horário de Brasília).


Entre os principais atendimentos estiveram resgates em áreas alagadas, remoção de árvores caídas sobre vias e imóveis, além de ocorrências relacionadas a deslizamentos de terra.


Aulas suspensas e alerta máximo

Diante da gravidade da situação, diversas prefeituras decidiram suspender as aulas, e muitas escolas permaneceram fechadas nesta quinta-feira por questões de segurança. Estradas também foram interditadas em diferentes pontos do país.


Em comunicado oficial, o governo português classificou a Kristin como um “fenômeno climático extremo”, destacando que a tempestade causou danos significativos em várias regiões do território nacional.


As autoridades seguem em estado de alerta, monitorando áreas de risco e pedindo que a população evite deslocamentos desnecessários enquanto as condições climáticas não se normalizam.


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