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Silenciado, amordaçado, julgado e Preso pela Esquerda: Advogado da Rumble detona decisão de Moraes e diz que prisão de Bolsonaro é “insulto direto” a Donald Trump e à democracia do Brasil

A repercussão internacional em torno da prisão preventiva de Jair Bolsonaro (PL) ganhou um novo e turbulento desdobramento neste sábado (22). O advogado Martin de Luca, representante das plataformas Rumble e Trump Media em ações movidas contra o ministro Alexandre de Moraes nos Estados Unidos, afirmou que o Brasil vive um processo de “silenciamento político”, classificando a decisão do STF como motivada por interesses ideológicos e ofensiva ao governo norte-americano de Donald Trump.


A declaração foi publicada na rede X e rapidamente viralizou entre parlamentares, juristas e figuras alinhadas ao ex-presidente. De Luca afirmou que Moraes agiu “com má-fé, por motivação política e em total desrespeito ao Estado de Direito”, elevando a “caça às bruxas” que, segundo ele, já havia provocado retaliações econômicas dos EUA contra o Brasil.


A bandeira gigantesca dos EUA dominou as manifestações dos bolsonaristas
A bandeira gigantesca dos EUA dominou as manifestações dos bolsonaristas

“Insulto direto a Donald Trump”

O advogado destacou que a decisão de Moraes ocorreu menos de 24 horas após Donald Trump anunciar a flexibilização parcial das tarifas impostas ao Brasil — tarifas que Trump havia atribuído, em julho, à atuação “politicamente motivada” do STF contra Bolsonaro.

De Luca escreveu:


“É difícil imaginar um insulto mais gratuito a Donald Trump e ao secretário de Estado, Marco Rubio. O momento escolhido é um ato de desafio. Prender um ex-presidente com base em especulação e geografia não é Justiça. É política.”


Ele também voltou a acusar Moraes de conduzir uma perseguição institucional, afirmando que Bolsonaro está sendo “silenciado, julgado e amordaçado pela esquerda brasileira”

.

Críticas à fundamentação da prisão

Martin de Luca afirmou que, pela legislação brasileira, a prisão preventiva exige:

  • provas concretas de risco de fuga;

  • indícios de obstrução de Justiça;

  • impossibilidade de medidas cautelares menos gravosas.


Segundo o advogado, nenhum desses requisitos foi apresentado por Moraes. Ele afirma que o ministro baseou o risco de fuga em “hipóteses e medo”, ao citar a proximidade de Bolsonaro com a Embaixada dos EUA.


“Isso não é um processo legal. É o uso do Judiciário para fins políticos. É uma afronta à democracia brasileira.”, escreveu.


O que diz a decisão de Moraes

Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva de Bolsonaro neste sábado (22), sustentando:

  • risco de fuga iminente,

  • tentativa de violação da tornozeleira eletrônica,

  • monitoramento irregular do dispositivo,

  • articulações suspeitas reveladas pela PF.

O ex-presidente cumpre pena após ser condenado a 27 anos e 3 meses no julgamento da trama golpista relacionada aos atos de 2022.

Ele foi sentenciado pelos crimes de:

  • organização criminosa armada;

  • tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;

  • golpe de Estado;

  • dano qualificado com violência e grave ameaça;

  • deterioração de patrimônio tombado.


Tarifaço, pressões e desgaste diplomático

A relação entre Brasil e Estados Unidos vive semanas de tensão:

  • Julho: Trump impôs tarifa de 50% a produtos brasileiros, citando perseguição judicial contra Bolsonaro.

  • 20 de novembro: algumas tarifas foram zeradas, em gesto considerado tentativa de reaproximação.

  • 22 de novembro: Bolsonaro é preso, desencadeando críticas públicas de aliados de Trump.

Para De Luca, a sequência dos fatos envia “um sinal hostil, político e calculado” aos EUA.

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