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Seca persiste no Acre e alcança maior extensão em oito meses

21 de jul.
2 min de leitura

Levantamento da ANA aponta que estiagem segue estável no estado, mas mantém mais de dois terços do território sob efeitos do fenômeno

foto reprodução Foto: Ana Paula Xavier
foto reprodução Foto: Ana Paula Xavier
O Acre encerrou o mês de junho com 67% do território afetado pela seca, conforme dados do Monitor de Secas, divulgados pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Embora a área atingida permaneça a mesma registrada em maio, o índice representa a maior extensão do fenômeno no estado desde novembro de 2025.

Apesar da ampla cobertura, a intensidade da estiagem continua classificada como seca fraca, o nível mais baixo da escala adotada pelo monitoramento nacional. Em novembro do ano passado, a seca chegou a atingir 88% do território acreano.


O levantamento mostra que, entre maio e junho deste ano, não houve avanço nem redução da área afetada no Acre. O estado está entre as nove unidades da federação em que a severidade da seca permaneceu estável durante o período analisado.


No cenário nacional, sete estados registraram melhora nas condições de seca, enquanto outros sete apresentaram agravamento. Roraima voltou a registrar o fenômeno em junho. Já o Distrito Federal e Mato Grosso deixaram de apresentar áreas afetadas e passaram a integrar o grupo de estados livres de seca, ao lado do Amapá.


Entre as regiões brasileiras, o Sudeste apresentou a situação mais crítica, com ocorrência de seca grave e o fenômeno presente em 76% do território. O Centro-Oeste registrou a menor área atingida, com 22%, enquanto a Região Sul apresentou o quadro mais ameno.


Em relação à extensão da seca, dez estados tiveram aumento da área afetada entre maio e junho. No Acre, assim como no Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Sul e Rondônia, o cenário permaneceu praticamente inalterado.


Os dados do Monitor de Secas são utilizados por órgãos públicos para acompanhar a evolução da estiagem, orientar o planejamento da gestão dos recursos hídricos e subsidiar ações para reduzir os impactos provocados pela falta de chuvas.

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