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Rio Branco amanhece sem ônibus: greve total paralisa transporte e deixa população à deriva

Rio Branco amanheceu sem transporte coletivo nesta quarta-feira (22) após motoristas decidirem paralisar totalmente as atividades. A suspensão atinge 100% da frota e foi motivada pelo atraso no pagamento de salários e benefícios da categoria.

Motoristas de ônibus paralisaram totalmente as atividades nesta quarta-feira (22) em Rio Branco — Foto: Richard Lauriano/Rede Amazônica Acre
Motoristas de ônibus paralisaram totalmente as atividades nesta quarta-feira (22) em Rio Branco — Foto: Richard Lauriano/Rede Amazônica Acre
A decisão foi tomada em assembleia realizada na garagem da empresa responsável pelo serviço. Os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pela prefeitura, que previa a regularização dos pagamentos em até 48 horas, e condicionaram o retorno imediato ao trabalho à quitação dos débitos.

Com a paralisação, o Terminal Urbano, no centro da capital, ficou completamente vazio nas primeiras horas do dia, sem circulação de ônibus ou presença de passageiros. Muitos usuários foram pegos de surpresa e precisaram buscar alternativas para se deslocar.

Foto: Reprodução Instagram
Foto: Reprodução Instagram
Durante reunião com os trabalhadores, o prefeito Alysson Bestene afirmou que o município não irá se eximir da responsabilidade e garantiu que a gestão trabalha para resolver o impasse em até dois dias. Segundo ele, há um cronograma em andamento para separar as obrigações da prefeitura e da empresa concessionária, além de reuniões para viabilizar os pagamentos.

Apesar disso, a categoria decidiu manter a paralisação. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Passageiros e Cargas do Acre (Sinttpac), Antônio Neto, explicou que a orientação da entidade era manter parte da frota em circulação, conforme prevê a legislação, mas a maioria dos motoristas optou pela greve total.


A empresa responsável pelo serviço, que opera de forma emergencial na capital, afirmou que tenta negociar com os trabalhadores e a prefeitura para viabilizar o retorno das atividades. Representantes pediram um voto de confiança à categoria, sugerindo a retomada parcial até sexta-feira, prazo indicado para o pagamento, mas a proposta não foi aceita.


A paralisação ocorre em meio a uma crise prolongada no sistema de transporte público da capital. Desde março, a frota já operava de forma reduzida. A empresa alega dificuldades financeiras, enquanto a prefeitura tenta avançar com um novo processo de licitação, que foi recentemente suspenso para ajustes.


Sem ônibus nas ruas, a população recorre a alternativas como transporte por aplicativo, táxi e veículos particulares. Motoristas de transporte compartilhado relatam aumento na demanda, enquanto usuários enfrentam dificuldades para cumprir compromissos básicos do dia a dia.


Não há previsão oficial para a normalização completa do serviço, e novas reuniões devem ocorrer ao longo do dia para tentar destravar o impasse.

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