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Prefeitura decreta emergência no transporte após paralisação total de ônibus em Rio Branco

23 de abr.
2 min de leitura

A Prefeitura de Rio Branco decretou situação de emergência no sistema de transporte coletivo urbano após a paralisação total das linhas registrada nesta quarta-feira (22). A medida foi oficializada por meio do Decreto nº 782/2026, assinado pelo prefeito Alysson Bestene, e tem validade inicial de 60 dias, podendo ser prorrogada por igual período.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
A decisão ocorre após a suspensão completa da circulação de ônibus na capital, motivada por atrasos salariais e impasses envolvendo a empresa responsável pelo serviço. Com 100% da frota parada, o município reconheceu o impacto direto à população, especialmente para trabalhadores, estudantes e usuários que dependem do transporte público diariamente.

Com o decreto, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito está autorizada a adotar medidas emergenciais para restabelecer o serviço. Entre as ações previstas estão a possibilidade de operação direta pelo poder público ou a contratação temporária de novas empresas para assumir as linhas paralisadas.


O texto também permite a transferência provisória das operações em caso de interrupção ou abandono por parte da concessionária atual, desde que sejam garantidas condições mínimas de segurança e trafegabilidade.


A paralisação escancarou uma crise que já vinha se agravando no sistema de transporte da capital. A empresa responsável pela operação emergencial, a Ricco Transportes e Turismo, alega dificuldades financeiras, incluindo déficit operacional, aumento de custos e insuficiência de repasses públicos.


Segundo dados apresentados pela empresa, as despesas recentes superaram a arrecadação, o que teria comprometido o pagamento de salários e benefícios dos trabalhadores. A situação levou os motoristas a interromperem as atividades, mesmo sem adesão formal do sindicato.


Com o sistema paralisado, o Terminal Urbano amanheceu vazio e milhares de usuários precisaram buscar alternativas para se deslocar. Somente nas primeiras semanas de abril, o transporte coletivo da capital registrou cerca de 490 mil passageiros.

A prefeitura informou que mantém diálogo com trabalhadores e empresa e trabalha com um prazo de até 48 horas para apresentar soluções que possibilitem a retomada gradual do serviço.


O decreto destaca que a interrupção do transporte compromete o direito de ir e vir e exige resposta imediata do poder público para evitar maiores prejuízos à população

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