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‘Precedente perigoso’: Brasil condena ação dos EUA em nota conjunta e participa de reunião emergencial

A Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) se reuniria, por videoconferência, a partir das 14h de hoje


Os governos do Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha publicaram uma nota conjunta neste domingo (4) criticando a ação feita pelos EUA na Venezuela que resultou na prisão de Nicolás Maduro.

Presidente da Colõmbia, Gustavo Petro, também assina nota ao lado de Lula/ Ricardo Stuckert/PR - arquivo
Presidente da Colõmbia, Gustavo Petro, também assina nota ao lado de Lula/ Ricardo Stuckert/PR - arquivo

A Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) também se reuniria, por videoconferência, a partir das 14h de hoje, para discutir a situação venezuelana após os ataques de sábado (3/1).


O texto diz que, diante da “gravidade dos fatos ocorridos na Venezuela”, os países expressaram “profunda preocupação e rechaço diante das ações militares executadas unilateralmente no território da Venezuela, as quais contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça do uso da força, o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas”.


“Tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional baseada em normas, além de colocarem em risco a população civil”, continua.


Os países reiteram que a situação da Venezuela deve ser resolvida por meios pacíficos, do diálogo, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano em todas as suas expressões, “sem ingerências externas e em conformidade com o direito internacional”.

“Reafirmamos que apenas um processo político inclusivo, liderado pelas venezuelanas e pelos venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática, sustentável e respeitosa da dignidade humana.”


A nota ainda acrescenta que a América Latina e do Caribe são uma zona de paz, construída com o respeito mútuo, e faz um apelo à unidade regional para deixar de lado as diferenças políticas, “diante de qualquer ação que coloque em risco a estabilidade regional”.

“Da mesma forma, exortamos as Nações Unidas e os mecanismos multilaterais pertinentes a fazer uso de seus bons ofícios para contribuir para a desescalada das tensões e para a preservação da paz regional”, observa.


“Manifestamos nossa preocupação diante de qualquer tentativa de controle governamental, de administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos, o que se mostra incompatível com o direito internacional e ameaça a estabilidade política, econômica e social da região”, finaliza.

Por: R7

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