O QUE VAI CHEGAR PRIMEIRO: a conta ou a água? Porque as torneiras continuam vazias.
- Renalice Silva

- 20 de nov. de 2025
- 1 min de leitura
A prefeitura anunciou com grande entusiasmo um novo programa para que a população pague pelo abastecimento de água "REFIS/Saerb" — mas o serviço simplesmente não existe em muitos bairros. Moradores, revoltados, consideram a iniciativa um ato de desrespeito e descaso.

Enquanto o município cria mecanismos de cobrança, famílias seguem convivendo com torneiras secas dia após dia. Há regiões onde a água não chega há semanas, forçando moradores a improvisarem formas de abastecimento, como poços artesanais, caixas d’água compradas com recursos próprios ou até baldes transportados de casas vizinhas.
As desculpas e notas divulgadas pelo órgão responsável já viraram repetição: se o rio está cheio, a água não chega por causa da cheia; se o rio está seco, a culpa é justamente a seca. No meio termo, surgem ainda as bombas que quebram, queimam ou “entram em manutenção”. Tudo pode acontecer — menos a água chegar às torneiras da população. Mas a conta, essa nunca falha.

Para muitos, a decisão da prefeitura é considerada absurda: cobrar primeiro e resolver depois. “É uma piada de mau gosto. Eles querem que a gente pague por algo que nunca vimos chegar”, critica um morador.
A falta de água compromete higiene, alimentação e até a saúde pública — problemas básicos que seguem ignorados, enquanto o foco do governo municipal parece estar voltado para arrecadar, e não para garantir o mínimo.
A população exige respostas imediatas e ações concretas, não mais programas que transferem a responsabilidade financeira para quem já sofre diariamente com a precariedade do serviço.














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