Moraes denuncia ameaças a familiares de ministros do STF e classifica atos como "ousadia criminosa"
- comunicacao deolhonoacre
- 7 de ago. de 2025
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Ministro afirmou que ataques são promovidos por brasileiros que colaboram com ações hostis ao país; sanções internacionais e articulações externas também foram alvo de críticas

Durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (1º/8), o ministro Alexandre de Moraes afirmou publicamente, pela primeira vez, que familiares de ministros da Corte têm sido alvo de ameaças e ataques. A declaração foi feita com a presença de sua esposa, a advogada Viviane Barci, no plenário.
Moraes classificou as ameaças como ações de “milicianos do submundo do crime” e apontou que os responsáveis seriam “brasileiros traidores da pátria”, envolvidos em negociações com autoridades estrangeiras com o objetivo de promover atos hostis ao Brasil. Segundo o ministro, esses ataques configuram “ousadia criminosa” e “atos de traição” ao país.
A manifestação ocorre dias após o governo dos Estados Unidos aplicar sanções contra Moraes, com base na Lei Magnitsky, por supostas violações de direitos humanos. As medidas incluem congelamento de bens e contas em instituições americanas. A decisão foi anunciada em 30 de julho, após declarações prévias do senador norte-americano Marco Rubio, em maio, sobre a possibilidade da sanção.
Moraes também criticou articulações feitas por brasileiros no exterior, que, segundo ele, buscam prejudicar a economia nacional por meio de acordos com autoridades estrangeiras.
O presidente do STF, Roberto Barroso, abriu a sessão mencionando casos de repressão durante a ditadura militar e afirmou que a função da Corte é "impedir a volta ao passado". Em seguida, Gilmar Mendes também saiu em defesa de Moraes e repudiou os ataques relatados.
Além das sanções, Moraes é alvo de ação judicial movida desde fevereiro pela plataforma Rumble e pela Trump Media, que questionam decisões do ministro relacionadas à moderação de conteúdos em redes sociais. As medidas vêm sendo interpretadas por críticos como censura, em meio ao acirramento do debate sobre regulação digital e liberdade de expressão.
Até o momento, os autores das ameaças mencionadas por Moraes não foram identificados publicamente. O tema permanece em discussão no âmbito do STF e poderá repercutir em ações do Ministério da Justiça e do Ministério Público.














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