Megaoperação da PF mira facções e cumpre mais de 100 prisões em 15 estados
- comunicacao deolhonoacre
- 18 de mar.
- 2 min de leitura
Ação integrada combate tráfico, armas e lavagem de dinheiro com bloqueio de milhões e ofensiva contra crime organizado

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (18), uma megaoperação nacional contra o crime organizado, com foco no tráfico de drogas e armas, além de esquemas de lavagem de dinheiro ligados a facções criminosas.
A ofensiva ocorre de forma simultânea em 15 estados e mobiliza as chamadas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado, que reúnem polícias civis, militares, penais, além da Polícia Rodoviária Federal e órgãos estaduais de segurança.
Ao todo, estão sendo cumpridos 112 mandados de prisão e 180 mandados de busca e apreensão em estados como São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Paraná, Amazonas e Pernambuco, entre outros.

Em São Paulo, a ação tem como alvo uma organização ligada ao Comando Vermelho, envolvida com tráfico de drogas e disputas violentas por território. Além das prisões, houve bloqueio de contas bancárias que podem chegar a R$ 70 milhões.
As investigações também revelam atuação diversificada das quadrilhas em diferentes regiões do país. No Maranhão, por exemplo, o esquema envolve tráfico em larga escala de cocaína e crack, com bloqueio de até R$ 300 milhões em bens.
Já no Amazonas, a apuração aponta envio de drogas por meio do terminal de cargas do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes.
Em Alagoas, os investigados utilizariam uma pizzaria como fachada para o tráfico, enquanto no Paraná há suspeita de ligação de criminosos com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Outros estados também registram ações específicas: no Espírito Santo, há investigação sobre desvio de drogas apreendidas; no Pará, apura-se a atuação de facções com possível envolvimento de uma ex-servidora do Judiciário; e no Sergipe, o foco é o tráfico de armas.
Segundo a Polícia Federal, as FICCOs atuam como força-tarefa permanente no combate ao crime organizado. Atualmente, existem 39 unidades espalhadas pelo país.
Somente em 2025, essas forças realizaram 246 operações, com mais de 2 mil mandados de busca e apreensão e cerca de 1,5 mil prisões.
As diligências seguem ao longo do dia, e novas prisões não estão descartadas, conforme o avanço das investigações.














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