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Governo decreta emergência após rios transbordarem e afetarem milhares no Acre

Subtítulo: Mais de 40 mil pessoas são impactadas e seis cidades entram em alerta máximo com avanço das enchentes

Foto: Neto Lucena/Secom.
Foto: Neto Lucena/Secom.
O governo do Acre decretou, neste domingo (5), situação de emergência em seis municípios do interior do estado devido à cheia dos rios, que já atinge direta ou indiretamente mais de 40 mil pessoas.

A medida foi oficializada por meio do Decreto nº 11.865/2026, diante do agravamento das inundações provocadas pelo alto volume de chuvas nas últimas semanas.


As cidades de Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Tarauacá e Plácido de Castro foram incluídas no decreto, que classifica o cenário como desastre natural hidrológico. As áreas afetadas estão localizadas nas bacias dos rios Envira, Abunã, Purus e Tarauacá, que já ultrapassaram ou se aproximam das cotas de transbordamento.


Dados técnicos apontam acumulados de chuva de até 280 milímetros nos primeiros dias de abril, intensificando a elevação dos rios. Em Cruzeiro do Sul, por exemplo, o nível do Rio Juruá chegou a mais de 14 metros, superando a cota de alerta.


A decisão foi tomada após reunião do Sistema Integrado de Meio Ambiente, realizada no Centro Integrado de Inteligência, Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma). Representantes de diversas secretarias e órgãos estaduais participaram do encontro para alinhar estratégias de resposta.


Segundo o governo, o decreto permite maior agilidade na liberação de recursos, no atendimento às famílias afetadas e na atuação das equipes de emergência. A prioridade, de acordo com a gestão estadual, é garantir a segurança da população e minimizar os danos causados pelas enchentes.


A Defesa Civil Estadual informou que o monitoramento segue em nível máximo, com equipes mobilizadas para prestar assistência, distribuir insumos e, se necessário, realizar evacuações em áreas de risco. Além dos municípios já incluídos, outras regiões permanecem em estado de atenção devido à possibilidade de novas elevações dos rios.


O cenário inclui famílias desalojadas e desabrigadas, além de prejuízos à infraestrutura, mobilidade e à agricultura de subsistência. Com o decreto, o Estado também poderá autorizar despesas emergenciais, instalar abrigos e reforçar o apoio logístico às cidades atingidas.


A medida tem validade de 180 dias e reforça a atuação conjunta entre Estado, municípios e governo federal no enfrentamento da crise. A previsão de continuidade das chuvas mantém o alerta para novos impactos nos próximos dias.


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