Exportações despencam: Brasil perde feio para os EUA pelo 10º mês seguido
- Renalice Silva

- 6 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
O Brasil registrou, pelo décimo mês consecutivo, déficit na balança comercial com os Estados Unidos. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), indicando queda expressiva nas exportações e avanço nas importações em outubro.

De acordo com o levantamento, as vendas brasileiras para o mercado norte-americano somaram US$ 2,21 bilhões no mês, uma redução de 38% em relação ao mesmo período do ano anterior. Por outro lado, as importações de produtos dos EUA atingiram US$ 3,97 bilhões, representando uma alta de 9,6%.
Com isso, o saldo comercial ficou negativo em US$ 1,76 bilhão. O último superávit do Brasil com os Estados Unidos foi registrado em dezembro de 2024, quando o resultado foi positivo em US$ 468 milhões.
No acumulado de janeiro a outubro de 2025, o déficit com os norte-americanos ultrapassa US$ 7 bilhões, aumento superior a 400% quando comparado ao mesmo período do ano anterior.
Tarifaço impacta exportações
A piora no desempenho ocorre em meio ao chamado “tarifaço” imposto pelo governo dos Estados Unidos, que elevou tarifas em até 50% sobre cerca de 36% dos produtos brasileiros exportados ao país. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende negociar diretamente com o presidente norte-americano, Donald Trump, após a COP, caso não haja avanço entre representantes dos dois governos.

Outros mercados mantêm saldo positivo
Apesar da retração nas vendas para os EUA, o Brasil ampliou exportações para outros parceiros comerciais importantes:
China: +33,4%
União Europeia: +7,6%
Mercosul: +14,3%
Com isso, considerando o comércio global, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 6,96 bilhões em outubro, o melhor desempenho para o mês desde 2023.
No mês, o país exportou US$ 31,97 bilhões, aumento de 9,1% na média diária, enquanto as importações somaram US$ 25 bilhões, queda de 0,8%.
No acumulado do ano, o saldo comercial geral permanece positivo em US$ 52,4 bilhões, embora 16,6% menor do que no mesmo período de 2024.














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