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ESTELIONATO ELEITORAL: Promessas não cumpridas de BOCALOM Ganham a cena e expoem baixa credibilidade na gestão

Atualizado: 8 de abr. de 2025

Em quatro anos de mandato, Tião Bocalom (PL) cumpriu apenas 17 das 49 promessas de campanha, deixando a maior parte de seus compromissos sem execução. Apesar do desempenho abaixo das expectativas, foi reeleito sob a promessa de concluir as ações pendentes.


Reprodução: ASCOM PMRB
Reprodução: ASCOM PMRB

O alto índice de promessas não cumpridas tem levantado discução entre a população sobre um possível estelionato eleitoral, termo usado para definir situações em que candidatos conquistam votos com promessas absurdas que nunca têm intenção real de cumprir.

De acordo com um levantamento feito pela nossa reportagem, as propostas somam, 10 que foram parcialmente cumpridas e 22 que seguem sem qualquer avanço. ao todo Bocalom cumpriu somente 17 das 49 promessas de campanha.


O descumprimento dessas obrigações coloca em xeque a credibilidade da gestão e pode configurar uma quebra de confiança com o eleitorado de rio branco.


As promessas foram coletadas a partir dos planos de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e de declarações feitas pelo político durante debates e entrevistas. No entanto, a realidade enfrentada pela população de Rio Branco contrasta com os compromissos assumidos.


Falhas na execução nos anos anteriores

No final de 2024 as promessas foram categorizadas por áreas temáticas. O setor de Educação e Cultura concentrou o maior número de compromissos, totalizando 15 propostas. No entanto, até dezembro de 2024, apenas duas haviam sido totalmente cumpridas e quatro, de forma parcial, evidenciando a falta de prioridade do governo Municipal. Veja a divisão abaixo:


  • Administração: 3 promessas

  • Direitos humanos e sociais: 5 promessas

  • Economia: 2 promessas

  • Educação e cultura: 15 promessas

  • Esporte: 4 promessas

  • Habitação: 1 promessa

  • Infraestrutura: 5 promessas

  • Meio ambiente: 1 promessa

  • Mobilidade urbana: 3 promessas

  • Saúde: 5 promessas (quatro cumpridas)

  • Segurança pública: 1 promessa

  • Turismo: 4 promessas (uma parcialmente cumprida, as demais não foram realizadas)


A ineficiência na execução das propostas reflete a dificuldade da gestão em cumprir compromissos básicos. Áreas como infraestrutura, saneamento e mobilidade urbana seguem sem avanços significativos, prejudicando diretamente a qualidade de vida dos moradores.


Investigações e falta de transparência


O Ministério Público do Acre (MPAC) instaurou, em 2024, um inquérito civil para acompanhar as ações do programa habitacional 1001 Dignidades da Prefeitura de Rio Branco. A decisão foi motivada pela insuficiência das informações fornecidas pela administração municipal, que não apresentou dados concretos para dar continuidade ao programa. O inquérito teve prazo de um ano para apuração das possíveis irregularidades.


Ruas sem condições de trafegar


Além disso, várias famílias sofrem com a Lama no inverno, buracos que parecem crateras, falta de saneamento básico, coleta de lixo regular e eficiente, rede de esgoto e fornecimento regular de água. O acesso a atendimento médico também é um desafio para estas Familias.



No inverno dizem que não podem mexer nas ruas por conta da chuva. No verão, falam que a via está judicializada. E assim seguimos" Relatam Moradores

Além disso, a transparência da gestão tem sido alvo de críticas. A falta de saneamento basico Com a escasses no fornecimento de água tem sido racionado em determinados dias da semana, devido a uma falha grave de planejamento na manutenção das ETAS 1 E 2, que afundam já a alguns anos no rio Acre, trazendo transtornos para centenas de familias.




A única estação de tratamento opera em condições precárias, com risco iminente de desabamento. A população segue enfrentando dificuldades sem uma resposta eficaz da administração municipal mesmo após paleativos recentes.



Elevado recem inaugurado e já possui algumas Falhas no planejamento / Foto: Cedida
Elevado recem inaugurado e já possui algumas Falhas no planejamento / Foto: Cedida

Elevado Beth Bocalom sob Investigação do MPAC


A obra do Elevado Beth Bocalom teve início no final de 2023 e tinha previsão de conclusão após 180 dias, em meados de julho do ano passado, com orçamento de mais de R$ 17,9 milhões. Segundo a prefeito o recurso utilizado na construção é próprio da gestão.


O MPAC enviou uma representação à Procuradoria-Geral de Justiça solicitando que seja feita uma análise da constitucionalidade da Obra.


Bocalom sanciona lei que nomeia Viaduto Mamedio Bittar em Rio Branco


O prefeito também mencionou o investimento de recursos próprios para dar continuidade às obras, como o aporte de R$ 10 milhões para garantir a execução do elevado Mamedio Bittar, além de outros R$ 25 milhões para a compra de máquinas. A previsão de entrega da Obra esta prevista para o segundo semestre de 2025.


A obra teve como investimento R$24 milhões e parte da verba destinada à construção foi resultado de emendas do parlamentares. O projeto de lei havia sido criado em julho de 2024, foi decretado pela câmara municipal e sancionado pela prefeitura de Rio Branco.


Polêmicas e declarações controversas


No final de 2024, Bocalom (PL) se envolveu em uma nova polêmica ao fazer declarações consideradas preconceituosas durante uma entrevista a um podcast. Segundo a denúncia, ele "disseminou, em tom jocoso, discurso incitador do ódio coletivo e estigmatizador".


O Ministério Público avalia possíveis implicações legais das declarações.

A postura do prefeito em relação a temas sensíveis tem gerado desconforto entre diferentes setores da sociedade, aumentando a insatisfação popular com sua gestão.


Infraestrutura de Ruas abandonada nos bairros e alagamentos recorrentes das chuvas.


A precariedade da infraestrutura das ruas de muitos pontos em Rio Branco se agravou ainda mais nos últimos anos. Ruas esburacadas dificultam o tráfego de veículos e pessoas, enquanto a ausência de um plano eficiente de drenagem tem resultado em alagamentos frequentes.


As chuvas intensas em 2025 e anos anteriores, causaram enchentes que atingiram diversos bairros, incluindo Conquista, Bom Sucesso, Boa União, Placas, Plácido de Castro, Bahia Velha, Calafate, Chico Mendes, Portal da Amazônia, Esperança, Ayrton Senna e Palheiral, entre outros. Moradores relataram perdas materiais e dificuldades para recomeçar sem apoio da prefeitura.


O cenário evidencia a falta de planejamento e medidas preventivas por parte da gestão municipal, que não adotou ações eficazes para minimizar os impactos das chuvas nem no apoio total das familias que foram prejudicadas.


Diante do não cumprimento de boa parte das promessas, especialistas em direito eleitoral apontam que pode haver indícios de estelionato eleitoral. Embora a legislação brasileira ainda não tipifique esse crime de forma clara, há precedentes de investigações sobre governantes que foram eleitos com base em promessas que jamais tiveram intenção de realizar.


O fato de Bocalom ter sido reeleito mesmo sem cumprir grande parte de suas promessas levanta um alerta sobre a responsabilidade dos gestores públicos e o direito dos eleitores de exigir transparência e ações concretas. A população de Rio Branco segue enfrentando desafios estruturais diarios, enquanto aguarda respostas e medidas efetivas do governo municipal.


A administração de Tião Bocalom enfrenta duras críticas por sua ineficiência no cumprimento de promessas, e atenção em obras que caracterizam muito mais promoção pessoal, deixando muito a desejar na falta de transparência e ausência de soluções para problemas estruturais da cidade.


As suspeitas de estelionato eleitoral adicionam um novo elemento à insatisfação popular, reforçando a necessidade de fiscalização rigorosa e prestação de contas à sociedade.

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