Bocalom sonha com o Palácio, mas Rio Branco continua na UTI: Prefeitura afundada em caos e promessas não cumpridas
- Renalice Silva

- 29 de mar. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 8 de abr. de 2025
Enquanto o prefeito mira o governo estadual, Rio Branco sofre com ruas esburacadas, saúde precária e falhas recorrentes no abastecimento de água. O que ele realmente consegue administrar?

Durante uma visita à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, voltou a falar sobre sua ambição de governar o estado. O discurso ocorre em meio a uma administração marcada por crises e problemas básicos não solucionados na capital.
“A intenção de ser governador sempre existiu. Nunca deixei de lado. Todo mundo sabe que fui candidato ao governo três vezes”, declarou Bocalom, sem mencionar os desafios que sua atual gestão enfrenta e sem apresentar soluções concretas para os problemas de Rio Branco.
Promessas e problemas acumulados
Em meio a um mar de promessas mirabolantes, como o projeto “Buraco Zero” para solucionar o caos das vias esburacadas, o “Água 24 Horas” para garantir abastecimento contínuo, a construção de 2.128 casas e até viagens para a Disney e NASA para premiar alunos "nota 10", a realidade de Rio Branco continua a ser uma distorção das palavras vazias do prefeito Tião Bocalom. As promessas de campanha parecem cada vez mais inalcançáveis, enquanto a cidade afunda no abandono e na negligência de uma gestão incapaz de resolver os problemas mais básicos da população.
O asfalto de péssima qualidade se desintegra rapidamente, deixando ruas intransitáveis e colocando em risco a vida de motoristas e motociclistas que enfrentam verdadeiros obstáculos a cada esquina. A cada novo buraco, a administração de Bocalom se mostra mais desorganizada e desinteressada em apresentar um plano real de recuperação da malha viária. Prometido e não cumprido, o “Buraco Zero” se tornou sinônimo de uma promessa quebrada, enquanto a cidade segue à mercê de uma gestão que não sabe sequer como lidar com os problemas estruturais mais elementares.

A crise hídrica que paralisou a cidade recentemente expôs, mais uma vez, as fragilidades e a total falta de planejamento da gestão municipal. O abastecimento de água colapsou, deixando centenas de milhares de moradores sem acesso ao serviço essencial, e o que deveria ser uma emergência rapidamente se tornou um reflexo da incapacidade do prefeito de administrar a cidade.
O problema só não foi ainda mais devastador graças à intervenção do governo federal, que, diante da incompetência municipal, precisou enviar recursos para a recuperação da ETA II. Mesmo com os investimentos federais, o município continua a enfrentar falhas recorrentes no fornecimento de água, sem que haja qualquer sinal de melhorias duradouras.

Além do caos no abastecimento e nas ruas, a saúde pública também vive um verdadeiro colapso sob a gestão de Bocalom. Os postos de saúde estão em completo abandono, sem estrutura mínima para garantir atendimento digno à população. Os URAPs, que foram prometidos como referência no atendimento primário, continuam em uma “construção eterna”, sem nenhuma previsão de conclusão.
Falta de insumos, filas intermináveis e atendimentos precários fazem parte da realidade cruel de quem depende do sistema de saúde municipal. A saúde é tratada como uma prioridade, mas o abandono da gestão reflete exatamente o oposto.
A administração de Bocalom tem sido marcada por promessas vazias, incompetência e falta de planejamento. A infraestrutura das vias continua deteriorada, o transporte público é um caos e os serviços básicos não atendem às necessidades da população. Com tantos problemas acumulados e uma gestão incapaz de dar respostas mínimas, o que realmente preocupa é o fato de o prefeito já mirar um cargo maior, sem sequer ter mostrado competência para resolver as questões mais elementares que afligem Rio Branco.
Fala em realização, mas população sente o abandono
Mesmo diante do caos administrativo, Bocalom afirmou que se sente realizado com sua gestão e acredita que está conduzindo bem a administração pública. “Quando se cuida bem da coisa pública, os rendimentos são bons”, declarou. A realidade, no entanto, mostra que os problemas da cidade continuam sem solução, e as reclamações da população são constantes.
Apesar de afirmar que pretende concluir seu mandato, o prefeito não descartou uma candidatura ao governo estadual em 2026. “Lá na frente, tudo se conversa”, disse, deixando em aberto a possibilidade de buscar um novo cargo antes mesmo de conseguir resolver os problemas de Rio Branco.














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