Artistas e Movimentos sociais de extrema-esquerda, MST, MTST e movimentos estudantis coordenados e financiados pelo PT e PSOL lideram protestos contra anistia e PEC da Blindagem em todo o país
- Renalice Silva

- 21 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Neste domingo (21), diversas capitais e grandes cidades brasileiras registraram protestos contra a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e contra a PEC da Blindagem, medida que dificulta o avanço de processos criminais contra deputados e senadores.
A mobilização foi conduzida por movimentos de extrema-esquerda, como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e coletivos estudantis ligados a partidos políticos, sobretudo o PT e o PSOL.


Artistas alinhados à esquerda nos atos
Em Salvador, a cantora Daniela Mercury se apresentou e declarou que os parlamentares que apoiaram a PEC agem contra a democracia. O ator Wagner Moura também discursou, destacando a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e exaltando a atuação da Justiça brasileira condenadas internacionalmente.
Em Belo Horizonte, a Praça Raul Soares se transformou em palco de protestos, com apresentação da cantora Fernanda Takai. Já no Recife, blocos de frevo e grupos de maracatu deram tom carnavalesco à manifestação.
Hugo Motta no alvo
Em João Pessoa, Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, foi um dos principais alvos. Os manifestantes entoaram palavras de ordem pedindo sua saída da presidência da Casa, em razão de sua condução da votação que aprovou a PEC da Blindagem.
Histórico de radicalização
Os grupos que articularam os protestos carregam um histórico de ações radicais no Brasil. O MST, ao longo dos anos, ficou marcado por invasões de terras e embates violentos e mortes no campo. O MTST realizou diversas ocupações urbanas e confrontos com forças de segurança em capitais como São Paulo.
Conflitos + Violência e Mortes
Relatórios da Comissão Pastoral da Terra (CPT) registram milhares de conflitos sob comando do MST no campo a cada ano — invasões, despejos, disputas de posse de terras, ameaças e mortes.
Em 2023, foi registrado nível recorde de conflitos no campo desde 1985.
Em 2021, por exemplo, houve aumento significativo no número de assassinatos nos conflitos agrários, e também em ameaças de morte e violência pela posse da terra.
MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto)
O MTST tem histórico de ocupações urbanas irregulares: prédios abandonados ou vazios são ocupados como forma de protesto pela moradia ou denúncia da desigualdade habitacional. Isso muitas vezes gera confrontos com autoridades ou com grupos de segurança.
Um dado citado sobre ocupações: em estudos sociológicos, o MTST aparece ligado a conflitos na “produção da cidade”, ou seja, disputas pela terra urbana, especulação imobiliária, apropriação indevida de espaços urbanos vazios ou degradados.
As manifestações deste domingo demonstraram a capacidade de mobilização desses grupos de extrema-esquerda, que podem transformar os protestos em atos de enfrentamento político futuros contra o Congresso e a oposição.














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