VEXAME DIPLOMÁTICO: Lula encolhe comitiva aos EUA por medo de novas sanções e constrangimento diplomático na ONU
- Renalice Silva

- 16 de set. de 2025
- 2 min de leitura
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu embarcar para Nova York com uma comitiva reduzida, em meio ao temor de constrangimentos diplomáticos e possíveis sanções durante a viagem oficial aos Estados Unidos. A medida ocorre em um momento de tensão crescente com o governo de Donald Trump, que já impôs restrições a autoridades brasileiras com o cancelamento de Vistos e ameaça ampliar medidas contra membros do alto escalão.
Diferente de anos anteriores, nenhum parlamentar foi incluído no grupo que acompanhará Lula à Assembleia-Geral da ONU. Em viagens passadas, deputados e senadores costumavam integrar a missão, sob o argumento de fortalecer as relações políticas bilaterais.

Lula e a primeira-dama, Janja, devem embarcar no sábado (20) rumo a Nova York. O presidente terá agenda bilateral e discursará na abertura da Assembleia-Geral da ONU no dia 23, em um cenário que já se anuncia tenso e cercado por incertezas.
Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), preferiram ficar no Brasil para evitar desgastes e receios de possíveis sanções, como as previstas na Lei Magnitsky.
No ano passado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Arthur Lira (PP-AL) chegaram a acompanhar Lula em compromissos nos EUA. A ausência das principais lideranças do Congresso em 2025 é vista nos bastidores como um gesto de distanciamento político e sinal de cautela diante das pressões externas.
A comitiva confirmada até agora inclui apenas alguns nomes de confiança do presidente: Fernando Haddad (Fazenda), Sonia Guajajara (Povos Indígenas) e Tarciana de Medeiros, presidente do Banco do Brasil. Segundo o Itamaraty, outros convidados ainda aguardam a liberação de vistos, mas há preocupação de que eventuais entraves sejam usados pelo governo norte-americano como forma de pressão diplomática.
Liberação do Visto de Ricardo Lewandowski
Após uma suspensão inicial, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, teve seu visto finalmente liberado pelos Estados Unidos e confirmou presença na missão presidencial. A autorização foi vista como um gesto para evitar maior desgaste diplomático, ainda que mantenha no ar a percepção de cautela do governo americano em relação a autoridades brasileiras.














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