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Veja como votou cada deputado do Acre na 'PL da Dosimetria' e a repercussão sobre quem se posicionou contra o projeto

A aprovação da chamada “PL da Dosimetria”, na madrugada desta quarta-feira (10), expôs divergências internas na bancada federal do Acre e gerou críticas direcionadas às parlamentares que votaram contra a proposta. O texto, que altera regras de cálculo de penas para crimes como golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, foi aprovado em plenário e agora segue para análise do Senado.

Bancada acreana na Câmara dos Deputados, em Brasília — Foto: Câmara dos Deputados e arte g1
Bancada acreana na Câmara dos Deputados, em Brasília — Foto: Câmara dos Deputados e arte g1
A mudança pode afetar condenações já aplicadas, incluindo a do ex-presidente Jair Bolsonaro, e reacendeu debates nacionais sobre proporcionalidade e revisão das sentenças dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

A votação ocorreu de forma antecipada após decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que levou o projeto ao plenário durante a madrugada, surpreendendo lideranças partidárias.


Divisão da bancada acreana

A bancada do Acre registrou apoio majoritário ao projeto, mas dois votos contrários chamaram atenção e geraram repercussão após a sessão. Dos oito deputados federais, o resultado foi o seguinte:


  • Antônia Lúcia (Republicanos) – Sim


  • Coronel Ulysses (União Brasil) – Sim


  • Eduardo Velloso (União Brasil) – Ausente


  • Meire Serafim (União Brasil) – Não


  • Roberto Duarte (Republicanos) – Sim


  • Socorro Neri (PP) – Não


  • Zé Adriano (PP) – Ausente


  • Zezinho Barbary (PP) – Sim


Repercussão dos votos contrários


Os votos de Meire Serafim e Socorro Neri, ambas posicionadas contra o projeto, foram os que mais repercutiram entre lideranças políticas e parte do eleitorado do estado. As duas parlamentares contrariaram a tendência da bancada acreana, formada majoritariamente por partidos de centro-direita, e foram criticadas por setores que defendem a revisão das penas aplicadas aos condenados do 8 de janeiro.


Analistas destacam que o posicionamento das deputadas pode gerar desgaste político, especialmente em um momento de forte mobilização nacional sobre o tema.


Placar geral da Câmara


O texto foi aprovado com:


291 votos favoráveis


148 contrários


1 abstenção


72 ausências


Com o aval da Câmara, o projeto segue para o Senado Federal, onde deve ser analisado ainda em 2025.


Impacto potencial


A proposta estabelece alterações significativas na forma de cálculo das penas, como a absorção do crime de abolição violenta do Estado Democrático de Direito pelo crime de golpe de Estado, evitando acúmulo de punições. Além disso, reduz o tempo necessário para progressão de regime de 1/4 para 1/6 da pena total.


Segundo especialistas, caso o Senado também aprove o texto, condenações relacionadas ao 8 de janeiro — incluindo a do ex-presidente Jair Bolsonaro — poderão ser reavaliadas.


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