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Trump volta a elevar o tom e ameaça atacar países envolvidos no tráfico de drogas para os EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a adotar uma postura agressiva ao falar sobre o combate ao narcotráfico. Durante uma reunião com secretários de governo nesta terça-feira (2), ele afirmou que qualquer país que trafique drogas para o território norte-americano poderá ser alvo de ataque militar.

O presidente dos EUA, Donald Trump, em 2 de dezembro de 2025 — Foto: REUTERS/Brian Snyder
O presidente dos EUA, Donald Trump, em 2 de dezembro de 2025 — Foto: REUTERS/Brian Snyder

A fala reacende tensões diplomáticas e põe países latino-americanos em alerta. Trump citou diretamente a Colômbia, acusando o país de manter fábricas de produção de cocaína que abasteceriam o mercado norte-americano.

“Qualquer um que esteja fazendo isso e vendendo para dentro do nosso país está sujeito a ataque, não só a Venezuela”, disse o presidente, ampliando o escopo das ameaças. Ele ainda classificou a Venezuela como “provavelmente pior”, mas acusou outros países de enviarem “assassinos” para os Estados Unidos.

Relatório internacional confirma origem da droga

De acordo com o Relatório Mundial sobre Drogas de 2025, da ONU, a maior parte da cocaína que chega aos EUA vem da Colômbia, Peru e Bolívia. Já o México é apontado como principal origem do fentanil, opioide responsável por quase 70% das mortes por overdose registradas em 2023 no país.


A declaração de Trump ocorre enquanto seu governo enfrenta críticas após um ataque a sobreviventes no Caribe, episódio que colocou o presidente sob forte pressão internacional.

O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres a bordo do Air Force One 25 de novembro de 2025 REUTERS/Anna Rose Layden
O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres a bordo do Air Force One 25 de novembro de 2025 REUTERS/Anna Rose Layden

Escalada contra a Colômbia

A relação entre Washington e Bogotá vive um período de desgaste. Em 19 de outubro, Trump chegou a chamar o presidente colombiano, Gustavo Petro, de “traficante de drogas ilegal” e acusou a Colômbia de incentivar uma “produção massiva” de entorpecentes.

Segundo ele, Petro “não faz nada para deter” o avanço do narcotráfico.

Desde setembro, os EUA têm mobilizado tropas e recursos militares no Caribe sob o argumento de intensificar o combate ao tráfico internacional — o que reforça a tensão na região.

Países na mira dos EUA

Em setembro, o Departamento de Estado divulgou uma lista com os países que mais produzem ou por onde mais transitam drogas ilícitas. A presença no documento não significa que o país envia drogas para os EUA, mas indica alto risco no ciclo global do narcotráfico.

Estão listados: Afeganistão, Bahamas, Belize, Bolívia, Birmânia, China, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Índia, Jamaica, Laos, México, Nicarágua, Paquistão, Panamá, Peru e Venezuela.


Brasil reforça cooperação

O combate às organizações criminosas também foi tema de uma conversa telefônica entre Trump e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta terça-feira.

Segundo o Planalto, Lula destacou a urgência de ampliar a cooperação internacional, enquanto Trump disse ter “total disposição” para colaborar e apoiar iniciativas bilaterais contra o crime organizado.


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