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Trump promete usar ‘toda a força’ contra Maduro e envia navios de guerra para costa da Venezuela

EUA reforçam presença militar no Caribe com destróiers e 4 mil soldados; governo americano acusa Maduro de narcoterrorismo e eleva recompensa para US$ 50 milhões


O governo dos Estados Unidos anunciou que está preparado para usar “toda a força” contra o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela. A declaração foi feita nesta terça-feira (19) pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que classificou o líder venezuelano como “fugitivo” e “chefe de um cartel narcoterrorista”.

 Nicolás Maduro discursa aos seus partidários em Caracas — Foto: Federico Parra/AFP
 Nicolás Maduro discursa aos seus partidários em Caracas — Foto: Federico Parra/AFP
A movimentação militar já começou. Três navios de guerra norte-americanos — USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson, todos equipados com sistemas de mísseis guiados Aegis — foram deslocados para a região sul do Caribe, próximo à costa venezuelana. Segundo agências internacionais, mais de 4 mil militares devem reforçar a operação.

Leavitt afirmou que o objetivo é conter ameaças de cartéis de tráfico de drogas e reiterou que Trump está “determinado a deter o narcotráfico que ameaça a segurança americana”.


Escalada de tensão na região


O governo venezuelano reagiu com duras críticas e classificou as acusações como “ameaças que colocam em risco a paz e a estabilidade na América Latina”. Em discurso na segunda-feira (18), Maduro afirmou que o país vai defender “nossos mares, nossos céus e nossas terras” contra qualquer investida estrangeira.

Apesar das declarações, não foram divulgados detalhes sobre a posição final dos navios nem sobre o alcance da operação militar. Fontes indicam que a movimentação começou na segunda-feira (18) e deve durar cerca de 36 horas.


Recompensa milionária por Maduro


Os Estados Unidos elevaram para US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões) a recompensa por informações que levem à prisão ou condenação de Nicolás Maduro. O valor é maior que o oferecido por Osama Bin Laden após os atentados de 11 de setembro de 2001.


Washington acusa formalmente Maduro de narcoterrorismo desde março de 2020, quando Trump estava em seu primeiro mandato. A recompensa, que era de US$ 15 milhões, subiu para US$ 25 milhões em 2025, sob a gestão Biden, e agora atingiu um patamar histórico.

Com a pressão americana, Maduro segue buscando apoio internacional, mantendo relações diplomáticas com aliados estratégicos como Rússia, China e Irã.


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