Trump ameaça Irã, defende domínio dos EUA nas Américas e protagoniza bate-boca no Congresso
- comunicacao deolhonoacre
- 25 de fev.
- 2 min de leitura
Em discurso recorde de 1h48, presidente exalta governo, mira eleições de novembro e troca críticas com democratas sobre imigração.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez nesta terça-feira (24) o tradicional discurso do Estado da União no Congresso americano. A fala, que durou cerca de 1 hora e 48 minutos — a mais longa já registrada — teve tom eleitoral, ataques ao Irã, defesa do protagonismo dos EUA no hemisfério ocidental e embates com parlamentares democratas sobre imigração.
O pronunciamento ocorreu em meio à queda nos índices de aprovação do governo e às vésperas das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro, quando toda a Câmara e um terço do Senado serão renovados.
Recado direto ao Irã
Durante o discurso, Trump acusou o Irã de tentar desenvolver armas nucleares e mísseis capazes de atingir os Estados Unidos.
“Minha preferência é resolver esse problema por meio da diplomacia, mas jamais permitirei que o maior patrocinador do terrorismo no mundo tenha uma arma nuclear”, afirmou.
O presidente disse que os EUA já destruíram um suposto programa nuclear iraniano em ataques realizados em junho de 2025 e advertiu que o país não deve retomar o projeto.
Em resposta, o governo do Irã classificou as declarações como “grandes mentiras” e acusou Washington de promover desinformação.
Venezuela e “domínio americano”
Trump também destacou a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, realizada em 3 de janeiro, e afirmou que a operação representou uma “vitória colossal” para a segurança dos EUA.
Segundo ele, o episódio abriu caminho para um “novo começo” na Venezuela. O presidente afirmou ainda que trabalha com a presidente interina Delcy Rodríguez para promover avanços econômicos.
No campo geopolítico, Trump declarou que está restaurando o “domínio americano” no hemisfério ocidental, com foco em segurança, combate ao tráfico de drogas, terrorismo e interferências externas.
Bate-boca sobre imigração
A imigração foi um dos momentos mais tensos do discurso. Trump citou casos de cidadãos americanos vítimas de imigrantes ilegais e cobrou mudanças na legislação.
Parlamentares democratas reagiram às declarações, gerando troca de críticas no plenário.
Economia e Suprema Corte
Na economia, o presidente afirmou que herdou um país em crise, exaltou indicadores de crescimento e criticou a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que derrubou tarifas comerciais impostas pelo governo.
Trump também declarou que encerrou oito guerras — afirmação contestada por especialistas —, celebrou o cessar-fogo na Faixa de Gaza e disse trabalhar para pôr fim ao conflito entre Ucrânia e Rússia.
Discurso com foco nas eleições
Com o Congresso atualmente sob controle republicano, aliados temem que a queda na popularidade possa impactar as eleições de novembro.
O discurso reforçou pautas centrais da campanha republicana, como segurança nacional, imigração e política externa, marcando o início de um período de forte mobilização política nos Estados Unidos.














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