Temporal devastador deixa 22 mortos na Zona da Mata e 45 desaparecidos
- comunicacao deolhonoacre
- 24 de fev.
- 2 min de leitura
Juiz de Fora decreta calamidade pública; Ubá também registra vítimas após rio transbordar.

A forte chuva que atinge a Zona da Mata mineira provocou uma tragédia histórica. Ao menos 22 pessoas morreram — 16 em Juiz de Fora e 6 em Uba — além de centenas de desabrigados e 45 desaparecidos, segundo o Corpo de Bombeiros.
Diante do cenário crítico, a Prefeitura de Juiz de Fora decretou estado de calamidade pública na madrugada desta terça-feira (24) e suspendeu as aulas em toda a rede municipal.
Deslizamentos e casas destruídas
O temporal começou no fim da tarde de segunda-feira (23) e castigou principalmente áreas de encosta. Um dos bairros mais afetados é o Parque Burnier, onde 12 casas desabaram. De acordo com os bombeiros, 17 pessoas estão desaparecidas na região, entre elas crianças. Nove moradores foram resgatados com vida, mas quatro morreram no local.
Há registro de pelo menos 20 ocorrências de soterramento na cidade. As vítimas resgatadas foram encaminhadas ao Hospital de Pronto Socorro (HPS), referência no atendimento de urgência.
Juiz de Fora registra o fevereiro mais chuvoso da história, com 584 milímetros acumulados — o dobro da média prevista para o mês. O volume intenso fez o Rio Paraibuna e diversos córregos transbordarem. Pontes, acessos ao Centro e um mergulhão foram interditados. Árvores também caíram em vários pontos.
Ubá e Matias Barbosa também sofrem impactos
Em Ubá, um rio transbordou e invadiu a Avenida Beira Rio, deixando seis mortos. A prefeitura ainda não divulgou a identidade das vítimas.
Já em Matias Barbosa, o prefeito também decretou estado de calamidade pública após enchentes atingirem diversos bairros.
Buscas continuam
Equipes do Corpo de Bombeiros seguem trabalhando nas áreas afetadas, com apoio da Defesa Civil. A previsão indica possibilidade de mais chuva nas próximas horas, o que mantém o alerta para novos deslizamentos, principalmente em áreas de morro.
A tragédia mobiliza autoridades estaduais e federais, enquanto moradores tentam contabilizar prejuízos e reencontrar familiares desaparecidos.














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