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Superintendente da RBTrans falta à audiência sobre denúncias de assédio; vereadores pedem afastamento

Mesmo ausente, Clendes Vilas Boas é alvo de acusações de assédio moral e perseguição dentro da autarquia; MP investiga o caso e CPI pode ser aberta


O superintendente de Transportes e Trânsito de Rio Branco (RBTrans), Clendes Vilas Boas, não compareceu à audiência convocada pela Câmara de Vereadores nesta terça-feira (19), em meio às denúncias de assédio moral feitas por ex-servidoras e agentes de trânsito.

Clendes Vilas Boas/ Foto: Reprodução internet
Clendes Vilas Boas/ Foto: Reprodução internet
Clendes informou que não pôde comparecer por motivos de saúde, alegando estar acamado e que apresentará defesa nos autos do processo conduzido pelo Ministério Público do Acre (MP-AC). Apesar da ausência, a sessão foi realizada e contou com a presença de parlamentares e agentes de trânsito, que reforçaram as acusações contra o gestor.

Durante a reunião, vereadores protocolaram um pedido de afastamento temporário do superintendente, alegando a gravidade das denúncias. Assinaram o documento os parlamentares Aiache (PP), Moacir Júnior (Solidariedade), Leôncio Castro (PSDB), Bruno Morais (PP), Felipe Tchê (PP), João Paulo Silva (Pode), Márcio Mustafá (PSDB) e Samir Bestene (PP).


Foto: Reprodução Internet
Foto: Reprodução Internet

Outro agente, Jonathan Luis, disse que virou alvo de perseguição após se recusar a cumprir ordens que considerava ilegais. “Depois que disse não, passei a ser perseguido. Já estou respondendo ao quarto PAD”, relatou, mencionando mudanças de escala e processos administrativos como forma de pressão.


Câmara e MP acompanham caso


O presidente da Câmara, Joabe Lira (União), afirmou que Clendes havia comunicado estar passando mal, lembrando que o gestor teve um AVC recentemente. Ele destacou que o caso está sob investigação do Ministério Público e que a Casa garantirá direito ao contraditório.

O vereador André Kamai (PT) anunciou a intenção de abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os fatos. “Não se trata de pré-julgamento, mas de investigação séria”, disse.

Superintendente nega acusações


Clendes Vilas Boas classificou as denúncias como “ataques levianos” e afirmou que tentam “assassinar reputações” por motivos políticos. “Estou forte e vou enfrentar. Não vou abrir mão de provar a verdade”, declarou em coletiva anterior.

Enquanto isso, o MP-AC segue colhendo depoimentos pelo Centro de Atendimento à Vítima (CAV), que poderá pedir abertura de inquérito policial.


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