Superintendente da RBTrans falta à audiência sobre denúncias de assédio; vereadores pedem afastamento
- Renalice Silva

- 19 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Mesmo ausente, Clendes Vilas Boas é alvo de acusações de assédio moral e perseguição dentro da autarquia; MP investiga o caso e CPI pode ser aberta
O superintendente de Transportes e Trânsito de Rio Branco (RBTrans), Clendes Vilas Boas, não compareceu à audiência convocada pela Câmara de Vereadores nesta terça-feira (19), em meio às denúncias de assédio moral feitas por ex-servidoras e agentes de trânsito.

Clendes informou que não pôde comparecer por motivos de saúde, alegando estar acamado e que apresentará defesa nos autos do processo conduzido pelo Ministério Público do Acre (MP-AC). Apesar da ausência, a sessão foi realizada e contou com a presença de parlamentares e agentes de trânsito, que reforçaram as acusações contra o gestor.
Durante a reunião, vereadores protocolaram um pedido de afastamento temporário do superintendente, alegando a gravidade das denúncias. Assinaram o documento os parlamentares Aiache (PP), Moacir Júnior (Solidariedade), Leôncio Castro (PSDB), Bruno Morais (PP), Felipe Tchê (PP), João Paulo Silva (Pode), Márcio Mustafá (PSDB) e Samir Bestene (PP).

Outro agente, Jonathan Luis, disse que virou alvo de perseguição após se recusar a cumprir ordens que considerava ilegais. “Depois que disse não, passei a ser perseguido. Já estou respondendo ao quarto PAD”, relatou, mencionando mudanças de escala e processos administrativos como forma de pressão.
Câmara e MP acompanham caso
O presidente da Câmara, Joabe Lira (União), afirmou que Clendes havia comunicado estar passando mal, lembrando que o gestor teve um AVC recentemente. Ele destacou que o caso está sob investigação do Ministério Público e que a Casa garantirá direito ao contraditório.
O vereador André Kamai (PT) anunciou a intenção de abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os fatos. “Não se trata de pré-julgamento, mas de investigação séria”, disse.
Superintendente nega acusações
Clendes Vilas Boas classificou as denúncias como “ataques levianos” e afirmou que tentam “assassinar reputações” por motivos políticos. “Estou forte e vou enfrentar. Não vou abrir mão de provar a verdade”, declarou em coletiva anterior.
Enquanto isso, o MP-AC segue colhendo depoimentos pelo Centro de Atendimento à Vítima (CAV), que poderá pedir abertura de inquérito policial.












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