Simone Tebet confirma candidatura ao Senado por São Paulo e deve deixar ministério até março
- Renalice Silva

- 12 de mar.
- 2 min de leitura
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, confirmou nesta quinta-feira (12) que pretende disputar uma vaga no Senado por São Paulo nas próximas eleições. O anúncio foi feito durante o Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, realizado em Campo Grande.

Segundo a ministra, a decisão foi discutida previamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o vice-presidente Geraldo Alckmin. A expectativa é que ela deixe o comando do Ministério do Planejamento e Orçamento até o fim de março para se dedicar ao processo eleitoral.
Durante a declaração à imprensa, Tebet destacou sua ligação com o estado de São Paulo e afirmou que encara a candidatura como uma missão política.
“São Paulo é atravessar um rio, é atravessar uma ponte. Foi onde fiz meu mestrado e onde tive grande projeção política. Política é missão, e eu vou com muita tranquilidade disputar um processo eleitoral que entendo ser muito importante para o Brasil”, afirmou.
Possível mudança de partido
Atualmente filiada ao Movimento Democrático Brasileiro, Tebet ainda não confirmou se permanecerá na sigla. Existe a possibilidade de disputar o Senado pelo Partido Socialista Brasileiro, partido ao qual Alckmin é filiado.
De acordo com a ministra, o convite para a candidatura vem sendo discutido há cerca de seis meses. Ela afirmou que São Paulo foi o estado onde recebeu o maior número de votos na eleição presidencial de 2022, fator que influenciou na decisão.
Conversas com Lula e decisão familiar
Tebet relatou que conversou informalmente com Lula no dia 27 de janeiro, durante uma viagem ao Panamá. Na ocasião, o presidente sugeriu que ela avaliasse a possibilidade de concorrer ao Senado por São Paulo.
O convite formal teria ocorrido em 3 de fevereiro, após nova conversa com Alckmin. A ministra disse que levou alguns dias para tomar a decisão por um motivo pessoal.
“Eu precisava da bênção da minha mãe. Depois de conversar com ela e explicar a situação, entendi que precisava cumprir essa missão”, declarou.
Trajetória política
Natural de Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, Simone Tebet é filha do ex-senador Ramez Tebet. Mestre em Direito do Estado e professora universitária, iniciou a carreira política como deputada estadual.
Em 2004, tornou-se a primeira mulher eleita prefeita de Três Lagoas, sendo reeleita em 2008. Posteriormente, foi vice-governadora do estado na gestão de André Puccinelli.
Em 2014, foi eleita senadora por Mato Grosso do Sul e ganhou projeção nacional ao integrar a comissão do impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Em 2019, tornou-se a primeira mulher a presidir a Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
Ministra no governo Lula
Após disputar a eleição presidencial de 2022 e terminar em terceiro lugar, Tebet declarou apoio a Lula no segundo turno contra Jair Bolsonaro. Em dezembro daquele ano, foi convidada para assumir o Ministério do Planejamento no atual governo.
Com a confirmação da candidatura, Tebet deve deixar o cargo dentro do prazo previsto pela legislação eleitoral, que exige a desincompatibilização de ministros até seis meses antes do pleito.
A expectativa é que outros integrantes do primeiro escalão do governo também deixem os cargos nos próximos meses para disputar as eleições de 2026.












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