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Senado freia pressa e Alcolumbre marca reunião para definir futuro da PEC que acaba com escala 6x1

Presidente da Casa quer ouvir partidos, empresários e trabalhadores antes de avançar com a proposta aprovada pela Câmara

Uma semana após a Câmara dos Deputados aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6x1, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou que pretende reunir lideranças partidárias na próxima semana para definir como será a tramitação da matéria na Casa. A sinalização é de que o debate seguirá sem pressa.

O encontro deve ocorrer na terça-feira (9) e contará com a participação de líderes partidários e do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar. A intenção é discutir o cronograma de votação e a forma como a proposta será analisada pelos senadores.


Apesar da pressão para que a PEC avance rapidamente, Alcolumbre defende uma análise mais cuidadosa. Empresários e representantes de diversos setores econômicos têm pedido mais tempo para avaliar os impactos da medida e argumentam que a discussão não deveria ocorrer durante o período eleitoral.


Nos bastidores, o governo federal acompanha com atenção o andamento da proposta. Após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, integrantes do Palácio do Planalto demonstraram preocupação com a relação entre Executivo e Senado. A expectativa é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atue para manter o diálogo e buscar apoio à aprovação da PEC.


Durante sessão plenária realizada nesta terça-feira (2), Alcolumbre reforçou que o Senado não pretende apenas ratificar o texto aprovado pelos deputados. Segundo ele, a proposta deverá passar pelas comissões da Casa e poderá sofrer alterações ao longo da tramitação.


O senador afirmou que o tema exige cautela por envolver diretamente trabalhadores e empregadores. Também destacou que o Senado precisa ter tempo suficiente para ouvir todos os setores envolvidos antes de tomar uma decisão definitiva.


A aprovação da PEC na Câmara aumentou a pressão sobre os senadores. O texto recebeu mais de 460 votos favoráveis nos dois turnos de votação e passou a ser visto por parte da base governista e do Centrão como uma das principais bandeiras eleitorais deste ano.


A proposta prevê a redução gradual da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas sem redução salarial. A mudança ocorreria em duas etapas ao longo de 14 meses após a promulgação da emenda. A primeira redução seria aplicada 60 dias após a publicação da nova regra. A segunda ocorreria um ano depois, concluindo a transição.


O governo trabalha para que a PEC seja votada em dois turnos no Senado antes do início do recesso parlamentar, previsto para 18 de julho. No entanto, as declarações de Alcolumbre indicam que o calendário ainda dependerá das negociações e do ritmo das discussões na Casa.


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