Sem água e com ramais abandonados, moradores bloqueiam Transacreana e cobram solução da Prefeitura
Protesto reúne centenas de pessoas na Vila Manoel Marques, em Rio Branco. Comunidade afirma que mais de 500 famílias estão sem abastecimento e exige recuperação de ruas e ramais.

Centenas de moradores da Vila Manoel Marques, localizada na região da Estrada Transacreana, zona rural de Rio Branco, bloquearam a rodovia nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (3). A manifestação foi organizada para cobrar da Prefeitura a retomada do abastecimento de água por caminhões-pipa e melhorias nas condições das ruas e dos ramais da comunidade.
Os manifestantes utilizaram toras de madeira para impedir a passagem de veículos e chamar a atenção das autoridades para os problemas enfrentados pelas famílias, principalmente durante o período de estiagem.
Em entrevista à TV 5, a presidente da Associação de Moradores da Vila Manoel Marques, Rose, afirmou que o fornecimento de água por caminhões-pipa, realizado pela Prefeitura em parceria com a Defesa Civil, foi interrompido. Segundo ela, o serviço atendia comunidades localizadas entre os quilômetros 1 e 60 da Transacreana.
De acordo com a representante, mais de 500 famílias dependem desse abastecimento, especialmente durante o verão amazônico, quando açudes, poços e outras fontes de água ficam secos.
Famílias não conseguem pagar pela água
A falta de abastecimento tem provocado dificuldades para os moradores, principalmente para aqueles que não possuem condições financeiras de comprar água.
Rose relatou que mil litros de água custam entre R$ 100 e R$ 120, valor que pesa no orçamento de famílias que dependem de benefícios sociais, como o Bolsa Família.
A presidente da associação cobrou uma resposta imediata do prefeito Alysson Bestene e afirmou que os moradores pretendem manter o bloqueio até que a administração municipal apresente uma solução.
Ramais e ruas também estão entre as cobranças
Além da falta de água, os moradores exigem a recuperação das ruas da vila e do Ramal Barro Alto. Segundo a comunidade, a situação das estradas piora durante o período chuvoso, quando a lama dificulta a passagem de veículos e prejudica o deslocamento dos moradores.
Um dos principais problemas apontados é a dificuldade de acesso do transporte escolar. Em dias de chuva intensa, os veículos não conseguem chegar a determinadas localidades, obrigando estudantes e outras pessoas a percorrerem trechos a pé.
Rose afirmou que os pedidos de melhorias já foram apresentados à Prefeitura desde o ano passado, mas, segundo ela, os serviços ainda não foram realizados.












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