Risco de explosivos no mar aumenta tensão entre Irã, EUA e Israel
- comunicacao deolhonoacre
- 11 de mar.
- 2 min de leitura
Minas navais no Estreito de Ormuz podem ameaçar rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial

A possibilidade de instalação de minas navais no Estreito de Ormuz elevou ainda mais a tensão no conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. O alerta ganhou força após declarações do presidente americano Donald Trump, que ameaçou uma resposta militar dura caso explosivos sejam usados para bloquear a passagem de navios na região.
A área é considerada uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta, responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.
O que são minas navais
Minas navais são explosivos instalados no mar para atingir embarcações. Elas podem ficar presas ao fundo do oceano, ancoradas a certa profundidade ou até flutuando à deriva.
Os modelos mais simples detonam ao entrar em contato com o casco de um navio.
Já versões mais modernas utilizam sensores capazes de identificar campo magnético, pressão da água ou o ruído dos motores, disparando automaticamente quando uma embarcação passa próxima.
Estudos apontam que o Irã pode possuir entre 2 mil e 6 mil minas navais em seu arsenal, incluindo equipamentos de origem soviética, ocidental e de fabricação própria.
Armas avançadas e limitações
Entre os modelos mais sofisticados estaria a EM-52, uma mina de origem chinesa que permanece no fundo do mar e dispara um projétil em direção ao alvo quando detecta a passagem de um navio.
Apesar disso, especialistas avaliam que a capacidade iraniana de instalar esse tipo de mina em grande escala seria limitada, já que o país teria poucos submarinos capazes de lançar o equipamento. Uma alternativa seria o uso de embarcações menores para espalhar minas mais simples na região.
Mesmo quando detonadas, essas armas nem sempre afundam grandes navios, como petroleiros, mas podem provocar danos suficientes para interromper o tráfego marítimo.
Ataques e ameaças militares
Diante da suspeita de que embarcações iranianas estariam transportando minas para a região, o Comando Central dos Estados Unidos anunciou ataques contra barcos suspeitos.
Segundo o comando militar, 16 embarcações usadas para transportar minas navais teriam sido destruídas.
Em publicação na rede Truth Social, Donald Trump exigiu que o Irã retire qualquer explosivo colocado no estreito.
“Se, por qualquer motivo, minas foram colocadas e não forem removidas imediatamente, as consequências militares para o Irã serão de magnitude sem precedentes”, afirmou.
Impacto no petróleo mundial
A ameaça já provocou impacto no mercado internacional. O medo de bloqueio no Estreito de Ormuz reduziu o tráfego de navios e fez o preço do barril de petróleo se aproximar de US$ 120.
Especialistas alertam que qualquer interrupção prolongada na região pode afetar diretamente o abastecimento global de energia e a economia internacional, ampliando ainda mais a crise geopolítica no Oriente Médio.












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