Rio Branco reforça abastecimento de água e combate às queimadas diante de estiagem severa
Prefeitura amplia ações para atender comunidades rurais, acompanhar o nível do Rio Acre e reduzir os riscos provocados pelo período seco

A Prefeitura de Rio Branco intensificou as ações de prevenção e atendimento diante da previsão de uma estiagem mais severa na capital acreana. O trabalho reúne medidas para garantir o abastecimento de água, acompanhar as condições do Rio Acre, atender comunidades rurais e reduzir os riscos de queimadas e incêndios.
O planejamento envolve diferentes órgãos municipais e busca antecipar problemas que podem se agravar com a redução das chuvas. Entre as áreas que recebem atenção especial estão as comunidades da zona rural, onde a falta de água pode afetar o consumo das famílias, a produção agrícola e a criação de animais.
O prefeito Alysson Bestene afirmou que a preparação antecipada é importante para diminuir os impactos do período seco e permitir uma resposta mais rápida diante de possíveis situações de emergência.
“Uma situação como essa exige planejamento, prevenção e, principalmente, união. Ninguém faz política pública sozinho. A Prefeitura está trabalhando junto com a Defesa Civil, com as secretarias municipais e em parceria com outras instituições para que Rio Branco esteja preparada para os efeitos de uma seca mais severa”, declarou.
Caminhões-pipa atendem comunidades
A Defesa Civil de Rio Branco iniciou o planejamento das ações antes do agravamento do período seco. Em julho, o município decretou situação de emergência e apresentou um plano com medidas voltadas às comunidades afetadas pela estiagem.
Após o reconhecimento da situação, foram autorizadas ações para a aquisição de cestas básicas e a contratação de caminhões-pipa. Desde agosto, os veículos são utilizados para levar água às localidades que enfrentam dificuldades de abastecimento.
As equipes também acompanham a necessidade de armazenamento de água em poços, cacimbas e represas, principalmente na zona rural.
Segundo o coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, o nível do Rio Acre é apenas um dos fatores considerados para definir as áreas que precisam de atendimento.
“A principal ação neste momento é garantir o abastecimento de água. Já estamos realizando essa operação com caminhões-pipa desde agosto e seguimos acompanhando as áreas que apresentam maior necessidade”, explicou.
Além da situação do rio, os técnicos avaliam as condições das estradas rurais, dos poços, das cacimbas e das represas. Os impactos da estiagem sobre a agricultura e a pecuária também são considerados no planejamento.
“Não observamos apenas o nível do Rio Acre para definir nossas ações. Também analisamos as condições em campo, as estradas rurais, os poços, as cacimbas, o abastecimento de água, a agricultura e a pecuária. A população mais vulnerável neste momento é a população rural”, afirmou Falcão.
Prevenção contra queimadas
O período seco também aumenta a preocupação com queimadas, incêndios e piora da qualidade do ar. Por isso, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente reforçou o monitoramento de áreas consideradas de risco nas zonas urbana e rural.
Para acompanhar a situação, as equipes utilizam imagens de satélite, dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ferramentas de geoprocessamento, imagens produzidas por drones e vistorias realizadas diretamente nas áreas monitoradas.
A concentração de partículas finas presentes no ar, como o PM2.5, também é acompanhada pelas equipes.
A secretária municipal de Meio Ambiente, Flaviane Stedille, afirmou que o objetivo é identificar situações de risco antes que elas se transformem em ocorrências de maior proporção.
“Com a previsão de uma estiagem mais intensa, nossa principal preocupação ambiental é o aumento do risco de queimadas e incêndios, tanto na área urbana quanto rural, além dos impactos causados pela fumaça e pela piora da qualidade do ar”, afirmou.
O monitoramento permite identificar regiões com maior concentração ou recorrência de focos de calor e direcionar ações de fiscalização, orientação e prevenção.
A Prefeitura também orienta a população a não utilizar fogo para limpar terrenos, eliminar resíduos ou retirar vegetação, devido ao risco de incêndios se espalharem durante o período de seca.
Orientação para enfrentar a estiagem
A situação também vem sendo acompanhada pelo Governo Federal. Durante uma agenda relacionada ao período de estiagem, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, destacou a importância de os municípios manterem planos preparados para situações de emergência.
Segundo o ministro, a antecipação das medidas é especialmente importante em cidades que dependem dos rios para transporte e abastecimento.
A orientação também alcança comerciantes e gestores, que devem se organizar para evitar dificuldades no fornecimento de alimentos, combustíveis, medicamentos e outros produtos essenciais caso a redução dos níveis dos rios prejudique o transporte.
“É importante que os municípios estejam preparados, com seus planos de contingência e planos de trabalho, para que possam ter uma resposta mais rápida quando uma situação de emergência acontecer”, afirmou.
Com o período seco em andamento, Rio Branco mantém o acompanhamento das condições do Rio Acre, das comunidades rurais, do abastecimento de água e dos focos de calor. A estratégia busca reduzir os impactos da estiagem e atender com maior rapidez as regiões mais afetadas.














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