🚨 Rio Branco entra em colapso: greve paralisa ônibus nesta quarta (10) e população fica quase sem transporte coletivo
- Renalice Silva

- 9 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Categoria entra em movimento por tempo indeterminado e paralisa maioria dos ônibus após impasse sobre reajuste salarial e subsídio ao sistema
Rio Branco deve enfrentar um verdadeiro caos no transporte coletivo a partir desta quarta-feira (10). O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes de Passageiros e Cargas do Estado do Acre (Sinttrapac) confirmou a deflagração da greve por tempo indeterminado, depois de meses de impasse com a empresa Ricco Transportes e ausência de avanço nas negociações salariais.

O estopim foi a expectativa frustrada em torno da votação de um Projeto de Lei do Executivo Municipal que poderia injetar mais R$ 0,50 no subsídio do sistema. O texto chegou de surpresa à Câmara nesta terça-feira (9), mas nem sequer entrou em pauta por falta de anexos essenciais. Para a categoria, isso foi o suficiente para desencadear a paralisação.
A greve atinge cerca de 420 trabalhadores, entre motoristas e cobradores, e deve retirar de circulação mais de 70% da frota regular, composta por 105 ônibus. Apenas 30% dos veículos devem permanecer rodando, conforme exige a legislação.

Segundo o presidente do Sinttrapac, Antônio Neto, a paciência dos rodoviários chegou ao limite:“Desde maio estamos sem reajuste. A empresa insiste que só pode pagar se houver aumento no subsídio, mas o trabalhador não pode ficar de mãos atadas. Seguramos a insatisfação até agora, acreditando em uma solução. Como nada foi resolvido, não tivemos escolha. A população vai sentir o impacto, mas pedimos compreensão, porque tudo já subiu: combustível, alimentação, inflação, e o rodoviário também precisa sobreviver.”
A paralisação deve afetar diretamente milhares de moradores que dependem do transporte público para trabalhar, estudar e se deslocar na capital. Em bairros mais distantes do Centro, onde a frequência dos ônibus já é reduzida, a expectativa é de longas esperas nos pontos e superlotação nos veículos que continuarem em circulação.
Enquanto sindicato, empresa e prefeitura não chegam a um acordo, a cidade se prepara para dias de incerteza e mobilidade comprometida.














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