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Rinovírus avança no Acre e aumenta casos graves de doenças respiratórias

há 2 horas
2 min de leitura

Fiocruz identifica crescimento de hospitalizações provocadas pelo vírus, principalmente entre crianças e adolescentes

foto reprodução
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O Acre está entre os estados brasileiros que registraram aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao rinovírus. Os dados são do mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira, 10.

O levantamento considera as informações da Semana Epidemiológica 35, entre os dias 30 de agosto e 5 de setembro. Além do Acre, também apresentaram crescimento de hospitalizações relacionadas ao rinovírus os estados do Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.


Apesar do aumento, o Acre não aparece entre os estados classificados pela Fiocruz com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco acompanhado de tendência de crescimento no longo prazo. Essa situação foi observada em Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.


Rinovírus lidera casos recentes

O crescimento das infecções pelo rinovírus ocorre em um momento de forte presença do vírus entre os casos positivos de SRAG registrados no país.


Nas quatro semanas mais recentes analisadas pela Fiocruz, o rinovírus foi responsável por 48,4% dos resultados positivos. Na sequência aparecem o vírus sincicial respiratório, com 27,1%, influenza B, com 6,6%, influenza A, com 3,2%, e o coronavírus, com 2,4%.


Considerando todo o ano epidemiológico de 2026, o rinovírus representa 31% dos casos de SRAG com resultado positivo para vírus respiratórios. O vírus sincicial respiratório lidera o período, com 41,4%, seguido pela influenza A, com 17,2%, influenza B, com 5,5%, e Covid 19, com 3,8%.


Crianças estão entre as mais afetadas

Segundo a Fiocruz, o aumento dos casos graves relacionados ao rinovírus tem sido observado principalmente entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos em diferentes estados brasileiros.


Essa faixa etária mantém uma tendência de crescimento nas hospitalizações por SRAG. Já entre os demais grupos de idade, o cenário é de estabilidade ou queda, especialmente devido à redução das internações provocadas pela influenza.


Os dados reforçam a importância de acompanhar os sintomas respiratórios, principalmente entre crianças e adolescentes, e buscar atendimento médico quando houver sinais de agravamento do quadro.

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