RESPOSTA RUSSA: Rússia lança maior ataque aéreo da guerra e incendeia prédio do governo da Ucrânia em Kiev
- Renalice Silva

- 7 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 7 de set. de 2025
A Rússia realizou seu maior ataque aéreo desde o início da guerra contra a Ucrânia, atingindo o principal prédio do governo no centro de Kiev e provocando a morte de pelo menos quatro pessoas, incluindo uma criança, segundo autoridades ucranianas. O ataque envolveu drones e uma barragem de mísseis, causando danos em diversas regiões do país, como Zaporizhzhia, Kryvyi Rih, Odesa, Sumy e Chernihiv.
Em Kiev, o histórico distrito de Pecherskyi foi o mais afetado, com o prédio do governo incendiado e apartamentos residenciais danificados. Moradores se reuniram nas ruas, enquanto equipes de resgate trabalhavam para conter as chamas. Fumaça densa foi vista no céu durante o nascer do sol, deixando visível a destruição causada pelo ataque.

O presidente Volodymyr Zelenskiy classificou o ataque como “um crime deliberado e um prolongamento da guerra” e pediu reforço nas defesas aéreas ucranianas. O episódio aumentou o pessimismo sobre a possibilidade de um fim rápido do conflito, enquanto o presidente russo Vladimir Putin rejeita pedidos de cessar-fogo e mantém relações estreitas com a China.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump disse estar pronto para uma nova rodada de sanções contra a Rússia, sem detalhar medidas, sugerindo endurecimento das restrições sobre Moscou ou seus compradores de petróleo.
POSSÍVEL RESPOSTA RUSSA A ATAQUES DA UCRÂNIA
O ataque aéreo russo de 7 de setembro de 2025, o maior desde o início da guerra, foi uma retaliação direta às recentes investidas da Ucrânia contra alvos estratégicos russos. A Ucrânia havia intensificado seus ataques, atingindo refinarias de petróleo e bases aéreas militares na Rússia, como os incidentes em Sochi e Ryazan.
Essas ações, incluindo a operação "Teia de Aranha" que danificou mais de 40 aeronaves russas, foram interpretadas por Moscou como "ataques terroristas" e motivaram a resposta militar em larga escala.
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que os ataques visaram instalações militares ucranianas, incluindo fábricas de armamentos, infraestrutura de transporte e bases aéreas, além de áreas com tropas ucranianas e mercenários estrangeiros. A ofensiva também resultou na captura da aldeia de Khoroshe, na região de Dnipropetrovsk
Keith Kellogg, enviado americano à Ucrânia, afirmou que o ataque representa uma clara escalada no conflito, reforçando que não há sinais de que Moscou deseja buscar resolução diplomática.














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