QUEREM LEILOAR ATÉ A AMAZÔNIA? Após fracasso da COP30. Desmatamento, luxo e promessas vazias. Haddad anuncia leilão, Com foco na Amazônia "para projetos sustentáveis"
- Renalice Silva

- 16 de nov. de 2025
- 3 min de leitura
Governo lula na COP30: descredito, desmatamento, luxo e promessas vazias e agora leilão eco invest. Com foco na amazônia, aonde vai para essa ambição as custas do Dinheiro Público?

Durante a COP 30, o governo Lula buscou projetar uma imagem de sustentabilidade, mas suas ações e escolhas mostram contradições contundentes. Uma das mais criticadas é o desmatamento acentuado para a construção da Avenida Liberdade, também chamada de ‘estrada dos ambientalistas’ uma estrada de asfalto de 13 km na região metropolitana de Belém "No coração da amazônia", que já mobilizou centenas de milhões dos cofres públicos para construção de asfalto da região e forte devastação ambiental com o desmatamento amazônico — segundo a Secretaria de Transportes do Pará, o investimento estimado é de aproximadamente R$ 150 milhões.
Estrada no meio da floresta amazônica gera forte polêmica internacional
A Avenida Liberdade corta áreas sensíveis da Amazônia urbana, incluindo trechos da Área de Proteção Ambiental (APA) metropolitana de Belém e margens do Parque Estadual do Utinga. Ambientalistas alertam que, embora o governo afirme que o traçado segue o linhão de energia (uma área já modificada), a estrada pode aumentar a pressão sobre a floresta. O licenciamento ambiental prevê a supressão de 68 hectares de vegetação, segundo documentos oficiais.
Críticos também afirmam que a via “não conecta nada a lugar nenhum”, ou seja, não traz grande benefício de mobilidade para a população como apresentado. O pesquisador Maurício Santos declarou que a estrada “corta, mas não interliga” bairros, propondo mais uma rota para carga do que para pessoas.
Críticas internacionais e discurso verde contestado por TRUMP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na rede Truth Social uma acusação contundente:
“Eles devastaram completamente a Floresta Amazônica no Brasil para construir uma rodovia de quatro faixas para ambientalistas circularem. Virou um grande escândalo!”
Essa declaração ecoa na imprensa nacional e internacional, levantando debates sobre a coerência entre a “agenda ecológica” celebrada na COP 30 e a prática de construção de infraestrutura em áreas florestais sensíveis.
Haddad anuncia recentemente Leilão eco invest. Com Foco na amazônia.
O 4º Leilão do Eco Invest. Brasil, anunciado pelo governo LULA na COP30, não conseguiu atrair grandes investidores privados, que reclamam da ausência de garantias e riscos elevados.
Liderado pela Fazenda e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o programa já movimentou nas edições mais de R$ 75 bilhões em investimentos para atividades sustentáveis por meio de instrumentos financeiros "inovadores", conforme o governo federal afirma.

Segundo nota divulgada pela pasta comandada pelo ministro Fernando Haddad, a nova edição do leilão “concentra seus esforços na Amazônia Legal, visando impulsionar cadeias produtivas baseadas na floresta em pé e fortalecer setores capazes de gerar renda, inclusão e valor agregado no território”.
Fontes financeiras afirmam que, apesar da publicidade, os aportes continuam tímidos e dependentes de incentivos frágeis, reforçando a percepção de que o Brasil oferece discursos de fachada em vez de segurança e previsibilidade econômica.
Paralelamente à polêmica da estrada, o 4º Leilão do Eco Invest Brasil — prometido como “verde” e voltado à bioeconomia e ao turismo sustentável na Amazônia — enfrenta desconfiança do mercado.
Fontes relatam que muitos investidores estão cautelosos diante da falta de garantias políticas e do risco regulatório, o que pode frear aportes substanciais.
Ainda que o programa preveja "mecanismos inovadores de financiamento", especialistas afirmam que o “green finance” brasileiro depende mais de marketing diplomático do que de compromissos concretos de capital privado de grande escala.
A COP 30 revela uma contradição clara entre o discurso oficial e as ações do governo Lula. Enquanto o evento busca projetar o Brasil como líder em sustentabilidade, a construção da Avenida Liberdade — com custo estimado de ~R$ 150 milhões e impacto ambiental relevante na região amazônica tem se tornado entraves usados pela crítica internacional — e a frágil credibilidade do leilão Eco Invest. Levantam dúvidas sobre a real ambição ecológica e a capacidade do país de atrair investimentos verdes sérios.














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