Quatro anos de guerra: Rússia avança pouco, Ucrânia resiste e paz segue distante
- comunicacao deolhonoacre
- 24 de fev.
- 2 min de leitura
Especialistas apontam alto custo humano e econômico para Moscou, enquanto Kiev mantém posição firme sobre território.

A guerra entre Rússia e Ucrânia completa quatro anos nesta terça-feira (24) sem um desfecho claro — e com um impasse cada vez maior sobre um possível acordo de paz.
O conflito, iniciado em 24 de fevereiro de 2022 com uma ofensiva militar russa por terra, mar e ar, transformou-se em uma guerra prolongada, marcada por desgaste, perdas humanas elevadas e ganhos territoriais considerados limitados.
Rússia está vencendo?
Segundo análise do Center for Strategic and International Studies (CSIS), centro de estudos estratégicos com sede em Washington, os avanços territoriais obtidos por Moscou são lentos e custosos demais para serem classificados como uma vitória.
Em relatório divulgado no fim de janeiro, os pesquisadores afirmam que, apesar de pequenas conquistas no campo de batalha, o preço pago pela Rússia em termos humanos, econômicos e geopolíticos é extremamente alto.
O estudo também questiona o discurso do presidente Vladimir Putin, que sustenta publicamente que o país mantém vantagem estratégica no conflito.
“A Rússia está longe de estar vencendo”, conclui o relatório, que classifica o país como uma potência em declínio.
Impasse trava negociação
Do lado ucraniano, o governo mantém posição firme: não aceitar a cessão de territórios ocupados como condição para encerrar a guerra.
Autoridades em Kiev avaliam que abrir mão de regiões anexadas por Moscou poderia consolidar precedentes perigosos no cenário internacional.
Enquanto isso, ataques aéreos, ofensivas com drones e confrontos na linha de frente continuam a atingir cidades e infraestrutura civil, ampliando o impacto humanitário do conflito.
Alto custo para os dois lados
Especialistas apontam que, após quatro anos, a guerra se transformou em um confronto de resistência. A Rússia enfrenta sanções internacionais, isolamento diplomático e desgaste militar. A Ucrânia, por sua vez, depende fortemente de apoio financeiro e bélico de aliados ocidentais.
Sem avanços decisivos e com negociações travadas, o cenário indica que o conflito segue em um equilíbrio instável — onde ninguém vence claramente, mas ambos pagam um preço elevado.
Quatro anos depois do início da invasão, a pergunta “quem está ganhando?” continua sem resposta definitiva — e a paz ainda parece distante.














Comentários