Please Enable JavaScript in your Browser to Visit this Site.

top of page
Whatsapp Deolhonoacre
Renalice (1).gif

Quando o assédio vira rotina: MPAC investiga superintendente da RBTrans após denúncias explosivas de humilhações e perseguições

Atualizado: 30 de ago. de 2025

Relatório da Câmara detalha oito casos contra Clendes Vilas Boas, acusado de criar um ambiente de terror psicológico; gestor nega e promete reagir judicialmente


O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) instaurou um procedimento administrativo para apurar denúncias graves de assédio moral contra o superintendente da RBTrans, Clendes Vilas Boas. A investigação foi aberta após a entrega de um dossiê pela Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres da Câmara de Vereadores de Rio Branco, que reúne oito relatos de servidores e ex-servidores descrevendo humilhações, perseguições e abusos dentro da autarquia.

De acordo com o MPAC, a apuração busca proteger a saúde integral dos trabalhadores e coibir práticas que comprometam a dignidade no ambiente de trabalho. O órgão alerta que o assédio moral, mesmo quando sutil, provoca impactos físicos e psicológicos severos, prejudicando não apenas as vítimas, mas todo o funcionamento da instituição.


Entre as medidas determinadas estão: o envio das denúncias à Comissão Municipal em até 10 dias e a solicitação de informações ao Centro de Apoio às Vítimas (CAV) sobre o atendimento às supostas vítimas.

Relatos de terror psicológico


O relatório entregue ao MPAC descreve um cenário de abusos sistemáticos dentro da RBTrans, incluindo gritos, perseguições, isolamento, ameaças veladas, sobrecarga proposital, cortes de salários sem justificativa e até imposição para compra de perfumes vendidos pelo próprio superintendente.


A ex-assessora Marília Rodrigues relatou ter sido punida por contrariar Clendes:

“Vivia com medo de humilhação. Ia trabalhar chorando. Comprei perfumes dele porque tinha medo de perder meu emprego.”


Outra ex-servidora, Daniela Paiva, afirma ter sofrido perseguição e difamação após acusações falsas de organizar um motim:

“Ele destruiu meu espaço no trabalho, meus vínculos familiares, minha campanha. Fiquei doente e calada.”


Segundo o documento, os episódios geraram adoecimento físico e emocional entre os servidores.


Afastamento por saúde e silêncio institucional


Após a repercussão, Clendes se afastou do cargo alegando problemas de saúde, mas classificou as acusações como “levianas”. Em coletiva anterior, garantiu que tomará medidas judiciais contra quem tentar “manchar sua honra”.

“Vou processar um por um. Não se brinca com a honra de uma pessoa honesta”, declarou.


A Prefeitura de Rio Branco, até o momento, não se manifestou sobre o conteúdo das denúncias. O prefeito Tião Bocalom apenas recomendou afastamento por questões médicas, sem qualquer posicionamento em defesa das vítimas.


Próximos passos

O relatório também será encaminhado ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e ao Ministério Público Estadual, que deverão decidir sobre eventuais responsabilizações. A Câmara Municipal já solicitou o afastamento formal do superintendente até a conclusão das investigações.


Enquanto isso, servidores aguardam por providências. Para eles, a questão vai além da saúde: é um caso de ética, dignidade e justiça no serviço público.


Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
  • Pagina do Instagram
  • Página Facebook
  • Página do X
  • Grupos do Whatsapp
  • Canal Oficial no Whatsapp

Veja Também

bottom of page