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Promessa de milagre, risco real: Em busca do corpo ideal, brasileiros recorrem a canetas emagrecedoras sem prescrição
- Renalice Silva

- 25 de jan.
- 1 min de leitura
O uso de medicamentos injetáveis para emagrecimento, conhecidos como “canetas emagrecedoras”, tem crescido no Brasil, impulsionado pela pressão estética, promessas de resultados rápidos e fácil acesso a produtos vendidos sem prescrição médica. Especialistas alertam que a automedicação e o consumo de medicamentos de origem ilegal representam riscos graves à saúde.

Desenvolvidos inicialmente para o tratamento do diabetes e da obesidade em casos específicos, esses medicamentos devem ser utilizados apenas com acompanhamento médico. O uso indiscriminado pode provocar perda excessiva de massa muscular, alterações hormonais, deficiências nutricionais, problemas gastrointestinais e, em casos mais graves, pancreatite, hipoglicemia e distúrbios neurológicos.

Autoridades sanitárias destacam ainda que canetas contrabandeadas não possuem garantia de procedência, podendo estar contaminadas ou com dosagem inadequada. Além disso, a interrupção do uso sem orientação pode causar efeito rebote, com recuperação rápida do peso perdido e impactos físicos e psicológicos.
A Anvisa reforça que medicamentos para emagrecimento só devem ser adquiridos com receita e acompanhamento profissional. Especialistas defendem que o enfrentamento do problema passa pela conscientização da população, fiscalização do comércio ilegal e pela compreensão de que o tratamento da obesidade deve ser contínuo e baseado em saúde, e não em soluções imediatas.












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