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Produtividade dispara no acre mesmo com explosão nos custos e acende alerta no campo

Explosão de insumos pressiona lucro, enquanto soja dispara nas exportações e milho perde espaço

(Foto: Álvaro Resende)
(Foto: Álvaro Resende)
O Boletim Técnico de Grãos do Acre, divulgado pelo Departamento Técnico da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre (Faeac), aponta um cenário de crescimento na produtividade agrícola, mesmo diante do aumento expressivo nos custos de insumos.

Os dados, referentes ao mês de março, revelam avanço na produção, mas acendem alerta para a rentabilidade do produtor rural.


Entre os destaques está a produtividade do milho, que registrou aumento de 55,8%. Na primeira safra, o rendimento foi de 2.831 quilos por hectare, enquanto a segunda safra alcançou 4.412 quilos por hectare, impulsionada principalmente pelo uso de tecnologia e pela atuação de produtores de maior porte.


O crescimento ocorreu apesar da elevação significativa no custo de insumos agrícolas. Segundo o levantamento, a ureia teve aumento de 40%, o glifosato subiu 108,3% e o imidacloprido registrou alta de 134,6%, impactando diretamente os custos de produção.


De acordo com o analista da área vegetal da Faeac, Luan Victor Araújo de Morais, a diferença de produtividade entre as safras está relacionada ao perfil dos produtores. A segunda safra, segundo ele, é conduzida majoritariamente por grandes produtores, que utilizam tecnologias mais avançadas e áreas já consolidadas.


No primeiro bimestre de 2026, a produção total incluiu 86,8 mil toneladas de milho da primeira safra, 50,8 mil toneladas da segunda safra e 59,7 mil toneladas de soja, contribuindo para o abastecimento interno e o avanço da fronteira agrícola na região da Amacro, que engloba Acre, Amazonas e Rondônia.


Apesar dos números positivos na produção, o boletim alerta para desafios estruturais que afetam diretamente a rentabilidade. O aumento dos custos de insumos, aliado a dificuldades logísticas, como transporte e armazenamento, coloca o produtor acreano em desvantagem frente a estados como Mato Grosso, que operam com maior escala e custos reduzidos.


No comércio exterior, os dados mostram comportamentos distintos entre os principais grãos. As exportações de milho caíram 42,8% no primeiro bimestre de 2026, passando de 711,5 toneladas no mesmo período de 2025 para 498 toneladas neste ano.


Em contrapartida, a soja apresentou crescimento expressivo nas exportações, saltando de 333,4 toneladas para 1.665,4 toneladas — um aumento de 399,52%. O desempenho reforça o potencial do grão na economia local, mas também evidencia a necessidade de investimentos em infraestrutura.


O boletim destaca a urgência na ampliação da capacidade de armazenagem e na melhoria dos corredores de escoamento da produção, considerados fundamentais para sustentar o crescimento do setor agrícola no estado.



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