Preço do petróleo recua após EUA autorizarem compra de petróleo russo retido no mar
- Renalice Silva

- 12 de mar.
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Os preços do petróleo registraram queda na manhã desta sexta-feira (13) após o governo dos Estados Unidos emitir uma licença temporária permitindo que outros países comprem petróleo e derivados da Rússia que estavam retidos no mar nas últimas semanas.

A autorização, válida por 30 dias, foi confirmada pelo secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, como uma tentativa de aliviar as preocupações do mercado internacional com o abastecimento de energia.
No mercado internacional, o barril do Brent crude caiu 0,71%, sendo negociado a US$ 99,75. Já o West Texas Intermediate, referência nos Estados Unidos, recuou 0,92%, cotado a US$ 94,85 por barril.
A medida ocorre em meio à instabilidade no mercado global de energia causada pela escalada das tensões no Oriente Médio, especialmente após o agravamento do conflito envolvendo o Irã.
Segundo analistas do setor, a liberação temporária do petróleo russo ajudou a reduzir parte das preocupações do mercado, embora não resolva os riscos estruturais ligados ao fornecimento global.
Outro fator que influenciou o mercado foi o anúncio de que os Estados Unidos irão liberar cerca de 172 milhões de barris de petróleo de sua reserva estratégica, em uma tentativa de conter a alta dos preços. A iniciativa foi coordenada com a Agência Internacional de Energia, que informou que países membros concordaram em liberar aproximadamente 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas.
Apesar das medidas, especialistas apontam que o cenário permanece incerto devido à situação no Estreito de Ormuz, uma das principais vias de transporte de petróleo do mundo.
O novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, declarou que o país pretende manter o estreito fechado como forma de pressionar os Estados Unidos e Israel.
Nos últimos dias, ataques envolvendo embarcações no Golfo Pérsico e a paralisação de operações em portos petrolíferos aumentaram a preocupação no mercado internacional, elevando o risco de novas oscilações nos preços do petróleo.












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