Please Enable JavaScript in your Browser to Visit this Site.

top of page
Whatsapp Deolhonoacre
Renalice (1).gif

Pressão no Senado: Toffoli acumula 25 pedidos de impeachment em meio a caso Banco Master

Pressão cresce após menções ao nome do ministro em investigação sobre o Banco Master; relatoria do caso foi repassada a André Mendonça.

foto reprodução
foto reprodução
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, acumula atualmente 25 pedidos de impeachment protocolados no Senado Federal. O levantamento não inclui a representação anunciada na quinta-feira (12) pelo Partido Novo, que ainda não foi oficialmente registrada no sistema da Casa.

Toffoli passou a enfrentar maior pressão após virem a público informações sobre sua relação com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A instituição é investigada pela Polícia Federal por suspeita de fraudes que podem chegar a R$ 12 bilhões em Certificados de Depósito Bancário (CDBs).


Dos 25 pedidos em tramitação, três mencionam diretamente o Banco Master como motivação. Na quinta-feira, Toffoli decidiu deixar a relatoria do caso após a Polícia Federal apontar menções ao seu nome no celular de Vorcaro. A decisão foi tomada após reunião com os demais ministros da Corte, e a condução da ação passou ao ministro André Mendonça.


Como funciona o impeachment de ministro do STF

Previsto em lei desde 1950, o impeachment de ministros do STF nunca foi concluído no país. O procedimento segue regras semelhantes às aplicadas ao presidente da República, mas com uma diferença central: cabe ao presidente do Senado decidir se aceita ou não o pedido. Atualmente, o cargo é ocupado por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).


Qualquer cidadão pode protocolar pedido de impeachment contra ministro da Corte. Em dezembro, o ministro Gilmar Mendes chegou a restringir essa possibilidade à Procuradoria-Geral da República (PGR), mas posteriormente revogou a decisão após críticas.


Histórico dos pedidos

Os três pedidos mais recentes, todos relacionados ao caso Banco Master, foram apresentados em 26 de janeiro, 3 de fevereiro e 6 de fevereiro de 2026, por cidadãos, e aguardam despacho do presidente do Senado.


Em 2025, há quatro representações pendentes de análise inicial. Dois pedidos protocolados em 12 de agosto daquele ano citam decisão de Toffoli que suspendeu, em 20 de dezembro de 2023, o pagamento de multa de R$ 10,3 bilhões aplicada à J&F, do grupo JBS, em acordo de leniência ligado à Operação Lava Jato.


Um dos pedidos de 2025 menciona nominalmente outros ministros da Corte, como Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Edson Fachin, Flávio Dino, Nunes Marques, Cristiano Zanin e Luís Roberto Barroso, além do próprio Toffoli.


Entre 2015 e 2019, foram protocoladas 16 representações, todas indeferidas na fase inicial pelo Senado. Há ainda dois pedidos de 2021 que chegaram a passar pela Advocacia-Geral do Senado.


Um dos requerimentos apresentados em 2019 teve como uma das autoras a vereadora Janaina Paschoal (PP-SP), que também assinou o pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, aprovado em 2016.


Relação com o caso Master

O Banco Master é alvo de apuração da Polícia Federal por suspeita de irregularidades financeiras. Segundo os investigadores, a instituição pode ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões com a emissão irregular de CDBs.


Toffoli é um dos sócios da Maridt Participações, empresa administrada por irmãos do ministro, que realizou negociações com um fundo gerido pela Reag, ligada ao Banco Master. Conversas encontradas no celular de Daniel Vorcaro também mencionariam o nome do magistrado, segundo a investigação.


Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
  • Pagina do Instagram
  • Página Facebook
  • Página do X
  • Grupos do Whatsapp
  • Canal Oficial no Whatsapp

Veja Também

bottom of page