Prefeitura de Rio Branco recusa vans gratuitas do Governo Federal e mantém contrato milionário de locação
- Renalice Silva

- 30 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 30 de ago. de 2025
Enquanto municípios do Acre recebem veículos sem custo para ampliar saúde bucal, gestão de Bocalom ignora oportunidade e segue pagando meio milhão por mês em contratos questionados

Na contramão de políticas nacionais para ampliar o atendimento odontológico, a Prefeitura de Rio Branco, sob gestão do prefeito Tião Bocalom (PL), recusou a adesão ao programa Brasil Sorridente, do Governo Federal, que distribuiu 400 vans equipadas para atendimento itinerante em todo o país.
O programa, lançado pelo Ministério da Saúde, entregou cinco veículos para o Acre, contemplando municípios como Cruzeiro do Sul, Sena Madureira e Tarauacá. Cada unidade é avaliada em cerca de R$ 380 mil e foi fornecida sem custos para as prefeituras.
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Enquanto isso, em Rio Branco, a realidade é diferente: a gestão mantém um contrato de locação de vans odontológicas que custa aproximadamente R$ 500 mil por mês aos cofres públicos. A decisão levantou críticas na Câmara Municipal, sobretudo pela oportunidade desperdiçada de reduzir gastos e melhorar a prestação de serviços.

“O governo federal abriu as portas, mas a Prefeitura preferiu manter um contrato caro e questionável. A quem interessa esse contrato milionário?”, questiona o vereador André Kamai (PT), que acompanha a situação e promete cobrar explicações formais da Secretaria Municipal de Saúde.
Impacto no atendimento à população
Com as vans do programa federal, municípios beneficiados terão condições de ampliar atendimentos odontológicos, especialmente em áreas rurais e comunidades de difícil acesso. Já em Rio Branco, a manutenção do contrato de locação significa continuidade do gasto elevado, sem previsão de redução ou transparência sobre os motivos da não adesão.
Especialistas em gestão pública apontam que a recusa pode gerar suspeitas de favorecimento e falta de planejamento. “Essas decisões precisam ser justificadas com clareza, pois envolvem recursos que poderiam ser aplicados em outras áreas da saúde”, afirma um analista ouvido pela reportagem.
Falta de transparência
Até o momento, a Prefeitura não divulgou nota oficial explicando os motivos da não adesão ao programa federal. Documentos relacionados ao contrato de locação continuam sob análise de vereadores da oposição, que cogitam solicitar a abertura de uma investigação no Tribunal de Contas.
Enquanto isso, a população segue aguardando melhorias no atendimento odontológico, em meio a um cenário onde a prevenção ainda é insuficiente e procedimentos básicos demoram a ser realizados.














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