Polícia pede quebra de sigilo telefônico de réus por estupro coletivo em Copacabana
- Renalice Silva

- 4 de mar.
- 2 min de leitura
A Polícia Civil do Rio de Janeiro vai solicitar à Justiça a quebra de sigilo telefônico dos quatro jovens denunciados por estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, na Zona Sul da capital. Segundo os investigadores, os acusados se entregaram sem apresentar seus aparelhos celulares e optaram por permanecer em silêncio durante depoimento.

Quando ainda eram considerados foragidos, agentes realizaram buscas em endereços ligados aos suspeitos, mas não localizaram celulares ou computadores. Ao representar pelas prisões, a polícia também pediu a apreensão dos aparelhos eletrônicos. O Ministério Público se manifestou favoravelmente, mas a análise do pedido foi encaminhada a outra vara judicial e ainda não havia decisão até a última atualização do caso.
De acordo com o delegado Ângelo Lages, da 12ª DP (Copacabana), a quebra de sigilo telemático é considerada fundamental para o avanço das investigações, inclusive em relação a outros dois inquéritos que apuram denúncias semelhantes envolvendo o mesmo grupo.
Os quatro acusados — Mattheus Verissimo Zoel Martins (19), João Gabriel Xavier Bertho (19), Vitor Hugo Oliveira Simonin (18) e Bruno Felipe dos Santos Allegretti (18) — se tornaram réus por estupro com concurso de pessoas, com agravante de a vítima ser menor de idade, além de cárcere privado. A denúncia foi aceita pela 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e o Adolescente.

Há ainda um adolescente investigado por ato infracional análogo ao crime. O caso envolvendo o menor tramita na Vara da Infância e da Juventude. O Ministério Público se manifestou, até o momento, contra a internação provisória dele.
A investigação também passou a apurar o relato de outras duas jovens que procuraram a polícia nos últimos dias, denunciando supostos abusos cometidos por integrantes do grupo em ocasiões distintas.
A defesa de alguns dos acusados afirma que eles negam participação no crime e confiam na apuração dos fatos pela Justiça. O processo segue em segredo de Justiça.














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