Polícia cumpre mandados de prisão e captura acusados de matar jovem a golpes de terçado na Cidade do Povo
- Renalice Silva

- há 1 dia
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Uma operação dos policiais militares da Força Tática do 2º Batalhão resultou na prisão de Jairo Ferreira Virgino, de 21 anos, e Paulo Henrique Ferreira da Silva, de 33 anos, conhecido pelo apelido de "Bebê". A dupla é acusada de matar o jovem Davi da Silva, de 19 anos, a golpes de terçado, na madrugada de 18 de outubro de 2025, em uma área de mata na quadra 18 do Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco. As prisões foram realizadas na noite desta quarta-feira (8), nas quadras 9C e 13D do conjunto habitacional.

De acordo com a Polícia Militar, a equipe da Força Tática recebeu informações da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Acre (FICCO) de que havia dois mandados de prisão expedidos pela 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar de Rio Branco contra os suspeitos.
Ao assumir o serviço, por volta das 14h, os militares iniciaram diligências para localizar os foragidos, considerados de alta periculosidade. Durante as buscas, os policiais percorreram diversos endereços onde a dupla costumava ser vista, mas moradores informavam que eles não estavam mais nos locais.
Por volta das 23h, a equipe recebeu a informação de que Paulo Henrique, conhecido como "Bebê", estaria se escondendo em diferentes residências e havia sido visto conduzindo uma bicicleta vermelha e branca. Os policiais seguiram até a casa da mãe do suspeito, na quadra 13D, onde localizaram a bicicleta em frente ao imóvel. O acusado foi visto na varanda da residência, apresentou-se espontaneamente e recebeu voz de prisão após ser informado sobre o mandado judicial.
Na sequência, os militares seguiram até uma residência na quadra 9C, onde, segundo informações levantadas durante as diligências, Jairo Virgino estaria escondido. O morador confirmou que o suspeito estava no imóvel e o chamou até a frente da residência. Após a confirmação da identidade, Jairo também foi informado sobre o mandado de prisão e detido.
Segundo a Polícia Militar, os dois presos respondem ao mesmo processo pelo homicídio qualificado de Davi da Silva. Após o cumprimento dos mandados, ambos foram conduzidos à Delegacia de Flagrantes (DEFLA), onde permaneceram à disposição da Justiça.
Na delegacia, Policiais Militares informaram à reportagem que o terceiro investigado pelo assassinato, Rômulo de Jesus Oliveira Silva, de 20 anos, conhecido pelo apelido de "Argentino", já havia sido preso por outra guarnição da PM na última segunda-feira (6), durante uma ocorrência de tráfico de drogas. Durante consulta ao sistema, os militares constataram que ele também possuía mandado de prisão em aberto por envolvimento no homicídio de Davi da Silva.
Entenda o caso
Davi da Silva, de 19 anos, foi morto a golpes de terçado na madrugada de 18 de outubro de 2025, em uma área de mata localizada na quadra 18 do Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco.
Segundo a Polícia Militar, o corpo foi encontrado por um morador da região, que acionou o Centro de Operações Policiais Militares (COPOM). A equipe encontrou a vítima já sem vida, com diversos ferimentos provocados por golpes de terçado nas costas, no peito, nos braços e nas mãos.
A área foi isolada para os trabalhos da perícia criminal. Após os procedimentos periciais, o corpo foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização dos exames cadavéricos.
A principal linha de investigação aponta que o crime tenha relação com a disputa entre organizações criminosas. Moradores relataram à reportagem que Davi era membro de uma igreja, morava na parte alta de Rio Branco e havia se mudado recentemente para a Cidade do Povo, onde passou a viver com uma mulher. Ainda segundo os relatos, integrantes da facção dominante na região abordaram o jovem, revistaram seu telefone celular e encontraram uma fotografia em que ele aparecia ao lado de um amigo fazendo com a mão o gesto associado à facção rival.
O caso segue sendo investigado por agentes da Equipe de Pronto Emprego (EPE) da Polícia Civil e, posteriormente, ficará sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).












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