Piloto preso em SP usava presentes e dinheiro para se aproximar de menores, aponta investigação
- comunicacao deolhonoacre
- 18 de fev.
- 2 min de leitura
Segundo a polícia, suspeito iniciava contato com famílias oferecendo ajuda e fazia propostas financeiras às vítimas.

A prisão do piloto Sérgio Antônio Lopes, de 62 anos, revelou uma estratégia de aproximação que, segundo a Polícia Civil, era usada para ganhar a confiança de famílias e ter acesso a crianças e adolescentes em São Paulo.
De acordo com as investigações, o suspeito iniciava os contatos de forma discreta, apresentando-se como educado e atencioso. Ele abordava responsáveis em locais como ruas e padarias, oferecendo ajuda e criando vínculo com as famílias.
A delegada Luciana Peixoto afirmou que o piloto costumava frequentar as casas das vítimas, levar presentes, comprar alimentos e perguntar sobre necessidades financeiras. Conforme a apuração, ele também fazia ofertas de dinheiro em troca de fotos, vídeos ou encontros.
Segundo a polícia, os valores variavam conforme a proposta. Em alguns casos, as ofertas para envio de imagens eram de R$ 50 ou R$ 60. Já para encontros, os valores citados na investigação variavam entre R$ 300 e R$ 500.
A delegada informou ainda que, mesmo diante de recusas, as vítimas teriam sido pressionadas ou ameaçadas. As famílias envolvidas, segundo a investigação, não necessariamente estavam em situação de extrema pobreza, mas enfrentavam dificuldades financeiras.
Prisões e demissão
O piloto, que acumulava cerca de 30 anos de carreira na aviação — mais de duas décadas na LATAM Airlines — foi preso na última segunda-feira.
Além dele, a polícia prendeu a avó de duas adolescentes, de 53 anos, suspeita de facilitar os encontros. Uma terceira mulher também foi detida em flagrante por armazenar fotos e vídeos envolvendo crianças e adolescentes.
A companhia aérea informou a demissão do piloto. A defesa declarou que o caso tramita em segredo de Justiça e que seguirá se manifestando nos autos.
Impacto nas vítimas
A delegada destacou o impacto emocional nas vítimas, apontando que situações desse tipo podem deixar marcas duradouras.
A Polícia Civil reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 181 ou pelo Disque 100, canal nacional de direitos humanos.














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