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Petróleo explode após ameaça do Irã e tensão no Estreito de Ormuz abala mercados mundiais

 Ameaça de incendiar navios e bloqueio da principal rota do petróleo mundial acendem alerta nos mercados globais.

foto reprodução
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Os preços do petróleo registraram forte alta nesta terça-feira (3) após o Irã anunciar o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo, e ameaçar incendiar qualquer navio que tente atravessar a passagem.

Por volta das 7h34, o barril do Brent do Mar do Norte para entrega em maio subia 6,70%, cotado a US$ 82,95.


Já o petróleo americano West Texas Intermediate (WTI), com vencimento em abril, avançava 7,30%, negociado a US$ 76,43. Outro contrato da commodity registrava alta de 5,45%, alcançando US$ 81,98 por barril.


O comunicado iraniano, divulgado pela mídia estatal, foi atribuído a representantes da Guarda Revolucionária e classificado como o alerta mais direto desde o início da escalada do conflito no Oriente Médio. Segundo a declaração, qualquer embarcação que tentar atravessar o estreito será alvo de ataque.


Apesar das ameaças, o Comando Central dos Estados Unidos afirmou que a passagem não estaria efetivamente bloqueada.


Rota estratégica para o petróleo mundial

O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico, sendo responsável pelo transporte de cerca de 20% de todo o petróleo comercializado globalmente. Pela rota passam exportações de grandes produtores como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos.


O possível fechamento da via marítima eleva o risco de desabastecimento global e pressiona os preços da energia, com reflexos diretos nos mercados financeiros.


Produção afetada na região

Com a intensificação dos confrontos envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, países do Oriente Médio adotaram medidas preventivas. O Catar suspendeu parte da produção após ataques a instalações energéticas, enquanto a Arábia Saudita fechou temporariamente sua maior refinaria. Campos de gás em Israel também foram paralisados, e explosões atingiram áreas próximas ao principal terminal de exportação iraniano.


No domingo (1º), após os primeiros episódios da escalada militar, o petróleo já havia disparado cerca de 13%, superando os US$ 82 por barril — o maior patamar desde janeiro de 2025.



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