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PETRÓLEO DISPARA: preço passa de US$ 115 e acende alerta global após ataques no Oriente Médio

Escalada da guerra eleva gás em até 35%, derruba bolsas e aumenta temor de crise energética mundial

foto ilustração IA
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A escalada do conflito no Oriente Médio provocou um forte impacto nos mercados globais nesta quinta-feira (19). O preço do petróleo tipo Brent ultrapassou a marca de US$ 115 por barril, atingindo o maior nível em mais de uma semana após uma série de ataques a instalações energéticas na região.

A disparada ocorre em meio à intensificação dos confrontos envolvendo Irã e Israel, com reflexos diretos no fornecimento global de energia. O campo de South Pars — a maior reserva de gás natural do mundo, localizada no Golfo Pérsico — foi atingido, elevando a tensão e pressionando os preços.


Além do petróleo, o gás natural também registrou forte alta. Na Europa, a cotação chegou a disparar até 35% ao longo do dia, refletindo o temor de interrupções no abastecimento energético.


O cenário se agravou após o Irã lançar ataques contra instalações de energia no Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait. Refinarias foram atingidas, houve incêndios e danos considerados significativos em áreas estratégicas para a produção de petróleo e gás.


Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou que o país não teve participação nos ataques e defendeu que não haja novas ofensivas contra o campo de South Pars, tentando conter a escalada do conflito.

O impacto foi imediato também nos mercados financeiros. Bolsas internacionais registraram queda generalizada, com índices em Nova York, Europa e Ásia operando no vermelho diante da incerteza global.


Analistas apontam que o aumento das tensões, aliado aos ataques diretos à infraestrutura energética, pode causar uma interrupção prolongada no fornecimento de petróleo, o que pressiona ainda mais os preços e eleva o risco de inflação em diversos países.


Diante do cenário, cresce a preocupação com uma possível crise energética global. O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, também entrou no radar, com risco de bloqueios que poderiam agravar ainda mais a situação.


A comunidade internacional acompanha com atenção os desdobramentos, enquanto governos discutem medidas para garantir o fluxo de energia e evitar um colapso no abastecimento mundial.


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