Petecão recebe R$ 2,8 milhões do PSD enquanto candidatos à Aleac aparecem sem recursos
Prestação de contas mostra diferença na distribuição do Fundo Eleitoral dentro do partido, que recebeu mais de R$ 421 milhões para as eleições de 2026

A campanha do PSD no Acre chega à reta final das eleições com uma diferença significativa na distribuição dos recursos declarados. Enquanto o senador Sérgio Petecão recebeu R$ 2,8 milhões do Fundo Eleitoral para disputar uma vaga no Senado, vários candidatos do partido à Assembleia Legislativa do Acre ainda aparecem sem recursos partidários registrados na prestação de contas consultada.
O cenário chama atenção porque o PSD recebeu R$ 421 milhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o chamado Fundo Eleitoral, para as eleições de 2026. O valor foi definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dentro da distribuição nacional dos recursos.
No Acre, o partido decidiu concentrar sua disputa proporcional na Assembleia Legislativa. A chapa reúne candidatos com diferentes trajetórias políticas, incluindo ex-prefeitos, ex-deputados e vereadores.
Apesar disso, os dados disponíveis mostram que parte dos candidatos chega à reta final da campanha utilizando recursos próprios ou doações de apoiadores. Outros ainda não registraram arrecadação na prestação de contas consultada.
Entre os candidatos que declararam recursos está Antonio Pedro, ex-deputado estadual, com R$ 23,5 mil em doações de apoiadores. Bruna Fernandes informou R$ 120 mil em recursos próprios.
Daniel Dorzila declarou R$ 5 mil em doações, enquanto Maycon Moreira, vereador de Sena Madureira, registrou R$ 12 mil de recursos próprios.
Também aparecem com recursos próprios Joelso Pontes, com R$ 10 mil, e Marilete Vitorino, ex-prefeita, com R$ 20 mil. Moisés Diniz declarou R$ 10 mil em doações de apoiadores. Yargo Rodrigues informou R$ 8,7 mil na mesma modalidade.
Por outro lado, Elizabete Lima, Elter Nóbrega, Franciana Dantas, Jailson Amorim, Jozimildo, Jamyl Asfury, Jeferson Mendonça, Junior Tomaz, Leninha da Baixada, Lueli Fiesca, Paulo Ximenes e Wagner Felipe aparecem, na prestação de contas consultada, sem recursos registrados.
A legislação eleitoral permite que os partidos definam os critérios para distribuir os recursos do Fundo Eleitoral entre suas candidaturas. Essa definição precisa seguir as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral e respeitar as destinações obrigatórias previstas para determinados grupos de candidatos.
Por isso, a diferença entre os valores recebidos por Petecão e pelos candidatos à Assembleia, por si só, não caracteriza irregularidade. Os recursos não precisam ser divididos igualmente entre todos os integrantes de uma chapa.
O que os números mostram é uma diferença na estrutura financeira declarada entre as candidaturas. Enquanto Petecão aparece com R$ 2,8 milhões provenientes do partido, parte dos candidatos proporcionais depende de recursos próprios ou de contribuições de apoiadores para manter as atividades de campanha.
A situação ganha importância na reta final da eleição, período em que os candidatos intensificam ações de rua, divulgação e contato com eleitores. A prestação de contas, porém, ainda pode receber atualizações conforme novos recursos sejam declarados à Justiça Eleitoral.
Recursos declarados pelos candidatos do PSD
Antonio Pedro: R$ 23,5 mil em doações de apoiadores
Bruna Fernandes: R$ 120 mil em recursos próprios
Daniel Dorzila: R$ 5 mil em doações de apoiadores
Maycon Moreira: R$ 12 mil em recursos próprios
Joelso Pontes: R$ 10 mil em recursos próprios
Marilete Vitorino: R$ 20 mil em recursos próprios
Moisés Diniz: R$ 10 mil em doações de apoiadores
Yargo Rodrigues: R$ 8,7 mil em doações de apoiadores
Na prestação de contas consultada, não havia recursos registrados para Elizabete Lima, Elter Nóbrega, Franciana Dantas, Jailson Amorim, Jozimildo, Jamyl Asfury, Jeferson Mendonça, Junior Tomaz, Leninha da Baixada, Lueli Fiesca, Paulo Ximenes e Wagner Felipe.














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