Pedreiro é encontrado morto dentro de apartamento em Rio Branco; família questiona circunstâncias da morte
- Renalice Silva

- há 2 horas
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O pedreiro Ruy dos Santos Fernandes, de 48 anos, foi encontrado morto na noite desta quinta-feira (18) dentro do apartamento onde morava, na Rua México, bairro Habitasa, em Rio Branco. O caso está sendo tratado inicialmente como morte suspeita e será investigado pela Polícia Civil.

Segundo informações repassadas por familiares, Ruy vivia sozinho no imóvel havia aproximadamente três meses. A preocupação começou após parentes e amigos não conseguirem contato com ele ao longo do dia. Além disso, o trabalhador estava ausente do serviço há cerca de dois dias, comportamento considerado incomum por colegas de trabalho.
Diante da falta de notícias, familiares decidiram ir até o apartamento no início da noite. Ao chegarem, encontraram a porta de entrada trancada e solicitaram à proprietária do imóvel uma chave reserva para acessar o local.

Após entrarem no apartamento, perceberam que a porta do quarto permanecia fechada. O cômodo precisou ser arrombado e, ao acessarem o ambiente, os familiares encontraram Ruy caído no chão, já sem vida. Ao lado do corpo havia uma makita, equipamento elétrico utilizado em serviços de construção civil para cortes de alta precisão. A vítima apresentava um profundo ferimento na região do pescoço.
Abalados com a situação, familiares afirmaram não acreditar na possibilidade de um ato voluntário e defendem que todas as circunstâncias sejam devidamente investigadas pelas autoridades.

Uma equipe de suporte avançado do Samu foi acionada, mas, ao chegar ao local, os socorristas apenas puderam confirmar o óbito de Ruy.
Policiais militares do 1º Batalhão isolaram a área para os trabalhos da perícia criminal. Após os procedimentos iniciais, equipes realizaram buscas nas proximidades, porém nenhum suspeito foi localizado.
Concluídos os trabalhos periciais, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames cadavéricos que deverão apontar a causa da morte e auxiliar no esclarecimento do caso.
As investigações tiveram início com a Equipe de Pronto Emprego (EPE) da Polícia Civil e deverão ser conduzidas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
De acordo com os peritos que atuaram no local, somente após a conclusão dos exames periciais será possível determinar com precisão a causa da morte. O laudo técnico deverá ser elaborado e entregue em até 30 dias, prazo em que a Polícia Civil espera obter elementos mais conclusivos para o avanço das investigações.












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