🕵️♂️ Oposição denuncia “operação abafa” e vê articulação para barrar CPMI do Banco Master
- comunicacao deolhonoacre
- 4 de fev.
- 2 min de leitura
Com 281 assinaturas, comissão enfrenta resistência no Congresso e pode virar moeda de troca em negociações políticas.

A oposição no Congresso Nacional afirma que há uma articulação em curso para impedir a instalação da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do Banco Master, mesmo após o requerimento reunir 281 assinaturas de deputados e senadores. Parlamentares classificam o movimento como uma “operação abafa” e avaliam que interesses políticos estariam sendo usados para engavetar a investigação.
Nos bastidores, a derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria — que reduz penas e pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros condenados por tentativa de golpe de Estado — é vista como possível moeda de troca para enterrar a comissão. O requerimento da CPMI foi protocolado nesta terça-feira (3) e é liderado pelo deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ).
Apesar do número expressivo de assinaturas, a instalação da CPMI depende do presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), que ainda não indicou quando convocará a primeira sessão conjunta do Parlamento em 2026. Aliados afirmam que a reunião só deve ocorrer em março, o que aumenta a desconfiança entre parlamentares da oposição.
Há a avaliação de que Alcolumbre pode postergar ao máximo a leitura do requerimento da CPMI e a votação do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL da Dosimetria. Mesmo assim, juristas e congressistas lembram que, atingido o mínimo constitucional — um terço da Câmara e do Senado — a comissão deve ser instalada, desde que haja fato determinado e prazo definido.
Situação semelhante ocorreu na CPMI do INSS, em 2025, quando a leitura do pedido foi adiada por cerca de um mês, mas acabou sendo realizada após pressão política. Desde a decisão do STF que determinou a instalação da CPI da Covid, em 2021, o entendimento é que o Congresso não pode ignorar pedidos que cumpram os requisitos legais.
O deputado Carlos Jordy acusa parlamentares governistas de “jogo de cena” ao assinarem pedidos alternativos de CPI sobre o Banco Master. Segundo ele, essas iniciativas não teriam viabilidade prática e serviriam apenas para esvaziar a CPMI da oposição. “Eles sabem que a única CPMI com força real é a nossa. São 281 assinaturas, quase metade do Congresso”, afirmou.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou que seguirá a fila de requerimentos de CPI, que atualmente soma cerca de 15 pedidos, o que na prática dificulta o avanço de novas comissões. Governistas também sinalizam apoio a pedidos liderados por parlamentares da esquerda, enquanto rejeitam endossar a iniciativa da oposição, sob o argumento de que haverá politização.
O Banco Master ganhou projeção nacional após a Polícia Federal deflagrar a Operação Compliance Zero, em novembro de 2025. As investigações apuram supostas fraudes financeiras e irregularidades relacionadas à tentativa de venda da instituição para o BRB, banco controlado pelo governo do Distrito Federal.














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