Operação mira ‘núcleo político’ do Comando Vermelho e prende 14 no Amazonas
- comunicacao deolhonoacre
- 20 de fev.
- 2 min de leitura
Polícia aponta movimentação de R$ 70 milhões desde 2018; ex-chefe de gabinete da Prefeitura de Manaus está entre os alvos.

A Polícia Civil do Amazonas deflagrou, na manhã desta sexta-feira (20), uma operação para desarticular um suposto “núcleo político” ligado à facção Comando Vermelho no estado.
Até a última atualização, 14 pessoas foram presas, sendo oito no Amazonas. Ao todo, a Justiça expediu 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão.
Também foram autorizados bloqueios de contas, sequestro de bens e quebras de sigilo bancário.
As ordens judiciais são cumpridas em Manaus e nas cidades de Belém, Ananindeua, Belo Horizonte, Fortaleza, Teresina e Estreito.
Ex-chefe de gabinete entre os presos
Entre os presos está Anabela Cardoso Freitas, integrante da Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus e ex-chefe de gabinete do prefeito David Almeida. Segundo a polícia, o prefeito não é alvo da operação nem investigado.
Também foram alvos um servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas, uma policial e ex-assessores de três vereadores da capital.
Elo com o tráfico internacional
De acordo com as investigações, o esquema criminoso teria movimentado cerca de R$ 70 milhões desde 2018, o que representa aproximadamente R$ 9 milhões por ano. Parte dos recursos, segundo a polícia, era direcionada à organização criminosa por meio de empresas de fachada.
As apurações indicam que essas empresas, ligadas aos setores de transporte e logística, eram usadas para viabilizar a compra de drogas na Colômbia e o envio do entorpecente para Manaus. Da capital amazonense, a droga seria distribuída para outros estados.
Os investigados devem responder por organização criminosa, associação para o tráfico de drogas, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
A reportagem buscou contato com as defesas dos citados e com o gabinete do prefeito de Manaus para manifestação. Até a última atualização, não houve posicionamento.














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